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Reino Unido prioriza medalhas, e não base para Jogos do Rio-2016

UK Sport, agência governamental do setor, concentra investimento em remo, vela e ciclismo, que têm potencial de conquistas

Adalberto Leister Filho - São Paulo (SP) Publicado em 20/03/2015, às 08h15 - Atualizado às 11h15

Imagem Reino Unido prioriza medalhas, e não base para Jogos do Rio-2016

Britânicos exibem ouro conquistado no ciclismo em Londres-2012

O governo do Reino Unido afirma que irá manter, para os Jogos do Rio-2016 patamar semelhante ao investimento que havia sido disponibilizado para a preparação da equipe nacional para a Olimpíada de Londres-2012.

A má notícia para algumas modalidades, e que causou polêmica entre atletas, é que a ideia da gestão pública é de priorizar os investimentos nos esportes que são favoritos à medalha, deixando de lado modalidades menos badaladas no país. Esse corte orçamentário atinge esportes como basquete, vôlei e tênis de mesa, em que as chances de pódio são inexistentes.

As modalidades menos populares no Reino Unido haviam feito lobby para que outros fatores fossem considerados para a liberação dos investimentos governamentais. Sem sucesso em sua reivindicação, esses esportes irão ver a concentração dos investimentos em modalidades como ciclismo, remo e vela.

Com a nova estratégia, Liz Nicholl, diretor-executivo do UK Sport (principal órgão governamental do esporte no país) afirmou que o objetivo da equipe é conquistar mais medalhas nos Jogos do Rio-2016 do que foi conseguido em Londres, há três anos. A equipe britânica terminou em terceiro lugar na última Olimpíada.

Durante o atual ciclo olímpico, a agência irá investir £ 350 milhões na preparação das equipes olímpica e paraolímpica para o Rio-2016. “Nosso objetivo é manter o investimento, e tenho certeza de que vamos fazer boa participação no Rio”, afirmou Nicholl, em entrevista ao diário The Guardian.

Em modalidades com chances de medalha semelhante, o governo federal irá considerar outros fatores, como a popularidade do esporte e o número de atletas que podem se tornar medalhistas, o que favorece os esportes coletivos.

Outra crítica em relação a essa nova estratégia de investimento é que ela pensaria apenas na conquista de medalhas, e desprezaria o financiamento com formação de atletas.