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Rivais cutucam, mas negam lição a SP

Rivais cutucam, mas negam lição a SP

Gustavo Franceschini em São Paulo - SP Publicado em 06/03/2009, às 15h00

A parceria entre Palmeiras e Corinthians foi consolidada semanas depois de um entrevero histórico dos alvinegros com o São Paulo, e menos de um ano depois do episódio do gás no Palestra Itália, que confrontou alviverdes e tricolores. Também por isso, o anúncio das ações de marketing à imprensa foi marcado por uma série de indiretas aos cartolas do Morumbi, mesmo com negativas de uma suposta lição aos rivais. ?Nós queremos mostrar que há algo novo acontecendo no futebol. Que a racionalidade e a ética podem imperar. Quem está na liderança de um grande clube tem de se conscientizar disso?, disse Luis Paulo Rosemberg, diretor de marketing do Corinthians. ?O futebol nasceu com um compromisso de respeito. Se vocês esperam que eu tenha qualquer tipo de discussão pela mídia com o Andres [Sanchez, presidente do clube do Parque São Jorge], vocês podem ter certeza de que isso não vai acontecer?, disse Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente do Palmeiras. Os dois dirigentes, no entanto, não titubearam quando foram questionados sobre a relação com o São Paulo. Além de demonstrarem respeito, Belluzzo e Rosemberg ressaltaram que não tem interesse em devolver qualquer ação dos tricolores. ?Eu aprendi, em anos como professor, que você não ensina ninguém. Isso nasceu bem antes da confusão entre Corinthians e São Paulo. Eu, no ano passado, já havia procurado eles [dirigentes do Morumbi] depois do episódio do gás. Só paramos a conversa nos últimos tempos. Nós não queremos nos diferenciar, mas sim tomarmos uma iniciativa de modelo?, disse o presidente palmeirense. Em 2008, no segundo jogo da semifinal do Campeonato Paulista, o elenco são-paulino não pôde utilizar o vestiário dos visitantes no Palestra Itália porque este estava infectado com um gás misterioso. O acontecimento rendeu acusações de parte a parte, mas nenhuma implicação judicial. Há menos de um mês, Corinthians e São Paulo também se desentenderam por causa da carga de ingressos para o clássico entre os rivais no Morumbi. Os mandantes decidiram destinar apenas 10% da carga para os alvinegros, que não gostaram do tratamento e iniciaram uma troca de farpas pela imprensa. O resultado foi um confronto entre policiais militares e torcedores que foi creditado ao entrevero. Para completar o cenário desfavorável para os tricolores, a FPF também entra na conta de inimigos políticos do São Paulo. No fim do ano passado, uma acusação sem provas de Marco Polo del Nero sobre manipulação de um juiz resultou em um rompimento unilateral do clube, e em uma suspensão de 90 dias para o dirigente.