São Paulo desanima torcida e derruba bilheterias

Time tricolor venceu, mas desânimo da torcida fez lucro murchar

Time tricolor venceu, mas desânimo da torcida fez lucro murchar

Ao mesmo tempo em que possui a maior receita líquida do Campeonato Brasileiro, o São Paulo viu a renda obtida com a venda de ingressos murchar nas últimas rodadas. Para quem havia lucrado R$ 2,1 milhões no jogo contra o Flamengo, a equipe paulista embolsou R$ 111 mil na vitória por 3 a 1 sobre o América-MG no último sábado (19).

O desempenho financeiro nessa partida foi o terceiro pior do clube tricolor nessa edição do Nacional. Antes dele, apenas a derrota para o Fluminense na 20ª rodada, na qual teve receita líquida de R$ 106 mil, e outra derrota para o Botafogo, na sétima rodada, com R$ 107 mil lucrados, haviam registrado resultados mais baixos que o atual.

O São Paulo, além dos R$ 2,1 milhões ganhados contra o Flamengo, é dono de lucros como R$ 1,2 milhão na vitória sobre o Atlético-MG, na 22ª rodada, e R$ 1 milhão no clássico com o Corinthians, na 25ª rodada, que terminou empatado em 0 a 0. Nessas ocasiões, contudo, o time paulista teve o reforço de fatores "extracampo".

No confronto com o Flamengo, por exemplo, houve o aniversário de 51 anos do estádio Morumbi e a estreia do atacante Luis Fabiano, contratado do Sevilla no início desta temporada. Diante do Atlético-MG, era a vez de haver feriado nacional e o goleiro Rogério Ceni, ídolo inconteste dos são-paulinos, completar o milésimo jogo pelo time.

À época de ambos os jogos, o São Paulo esboçou reação sobre o Corinthians, então líder disparado nas bilheterias, e chegou a ficar apenas algumas centenas de milhares de reais atrás do rival alvinegro. Como os corintianos seguiram indo ao estádio com a frequência habitual, a torcida tricolor afastou de novo o time da ponta.

O levantamento feito pela Máquina do Esporte levou em consideração todas as partidas de Campeonato Brasileiro, Copa Kia do Brasil e Estaduais - em relação ao último, apenas jogos dos 20 membros da primeira divisão foram registrados. Os números são fornecidos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em boletins financeiros.