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Em contrato inédito, São Paulo vestirá Adidas até 2023

Acordo foi fechado em tempo recorde, graças a necessidades de clube e marca em ter um novo parceiro

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 28/02/2018, às 06h00 - Atualizado às 09h00

Imagem Em contrato inédito, São Paulo vestirá Adidas até 2023

Em uma semana, o mercado de material esportivo em São Paulo sofreu uma reviravolta. O São Paulo está próximo de ser o novo clube patrocinado pela Adidas, em contrato inédito.

Por meio de uma nota oficial, o clube paulista disse que sua diretoria executiva aceitou a proposta da marca para o fornecimento de uniforme a partir do próximo mês de julho. A decisão, porém, ainda ficará a cargo dos Conselhos de Administração e Deliberativo.

Segundo apurou a Máquina do Esporte, o acordo é válido por até cinco anos e prevê o pagamento de um mínimo garantido ao clube, além de royalties que variam entre 25% e 30% das vendas, sendo o primeiro contrato do tipo assinado pela Adidas no Brasil.

O acerto fará com que a marca alemã substitua a Under Armour como fornecedora do São Paulo. E ele foi feito de forma muito rápida. A Adidas começou a negociar com o São Paulo há poucos dias, depois de receber indicações de que o Palmeiras deve mesmo fechar um contrato com a Puma para 2019 (o clube analisa propostas das duas marcas e da Topper). E, em pouco mais de uma semana, clube e marca fizeram negócio.

A agilidade na negociação se explica. Em junho vence o acordo São Paulo com a Under Armour, marca com quem a atual diretoria tricolor tem enfrentado diversas dificuldades. Por outro lado, a Adidas precisava ter uma alternativa para o mercado paulista no caso de não conseguir manter o contrato com o Palmeiras.

O São Paulo encerra assim uma relação conturbada com a Under Armour. Desde o ano passado, marca e clube discutem a renegociação do contrato, firmado em 2014 e que foi marcado por diversas polêmicas.

Na ocasião, a Under Armour aceitou pagar R$ 15 milhões fixos ao clube, além de um variável em royalties e ainda o fornecimento de produtos. Com a crise no país, o contrato passou a ser oneroso demais para a marca, que então começou a pedir para rever os valores. Nesse período de tempo, a Under Armour assinou com Fluminense e Sport, mas num modelo sem o pagamento mínimo garantido aos clubes.

No final deste ano, o acordo com o São Paulo foi encerrado e as tratativas de renovação tiveram início. A Topper era outra marca interessada em vestir o clube, assim como a Puma chegou a manter conversas preliminares com a diretoria. Nas últimas semanas, porém, com o contrato do Palmeiras sob risco, a Adidas iniciou a conversa com o São Paulo, mexendo com o mercado.

A Adidas foi fornecedora do São Paulo na metade dos anos 90, substituindo a Penalty. A marca alemã ainda tem como principal contrato no Brasil o Flamengo. E, até dezembro, o Palmeiras.