Vaga na Libertadores turbina patrocínios da Sul-Americana

Nunca foi tão fácil vender a publicidade para a Copa Nissan Sul-Americana. O torneio continental, que teve início nesta terça-feira, conseguiu encerrar a venda de todas as suas cotas de patrocínio antes de seu início. No total, são sete empresas patrocinadoras da competição, sendo quatro delas "estreantes" no torneio.

Além da Nissan, que dá nome ao evento, a Visa e a Embratel renovaram seus acordos com a Traffic, empresa que faz a comercialização do torneio. Os novos patrocinadores são Samsung, Petrobras, Black & Decker e Maxxis (fabricante de pneus japonesa que está entrando no mercado latino-americano).

"Por conta de a Sul-Americana agora valer uma vaga na Libertadores, aumentou bastante o interesse das empresas, sobretudo as brasileiras. Antes havia interesse maior de empresas com atuação pan-regional, e agora as brasileiras vieram com mais força", afirmou Eduardo Barrieu, diretor comercial e de marketing da Traffic.

Em 2010, pela primeira vez, o campeão da Copa Nissan Sul-Americana terá o direito de disputar a edição seguinte da Copa Santander Libertadores, principal torneio entre clubes do continente. Com a qualificação de uma equipe para a Libertadores, a expectativa da Conmebol, que organiza os dois torneios, é tornar a Sul-Americana mais atrativa para equipes brasileiras e argentinas, os dois maiores mercados da região.

Com a concretização desses acordos de patrocínio, a Traffic comemora o sucesso na venda das cotas da competição depois de um ano de dificuldade. Segundo Barrieu, a crise financeira que havia atingido boa parte da América Latina em 2009 freou a busca pelo patrocínio à competição no ano passado. Em 2008, a Traffic já tinha conseguido "zerar" a venda de espaços publicitários para o torneio.

Os acordos não tiveram seus valores divulgados, mas segundo a Máquina do Esporte apurou, cada cota é comercializada a um preço médio de R$ 300 mil.