Máquina do Esporte
Facebook Máquina do EsporteTwitter Máquina do EsporteYoutube Máquina do EsporteLinkedin Máquina do Esporte

Veto reabre debate por custeio de arenas

Veto reabre debate por custeio de arenas

Erich Beting e Guilherme Costa em São Paulo - SP Publicado em 17/06/2010, às 11h00

Em última inst"ncia, quem vai pagar a conta de arenas para a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil? Anunciado na última quarta-feira, o veto da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do comitê organizador local (COL) ao Morumbi, estádio escolhido por São Paulo para representar a cidade no torneio, reaqueceu um debate sobre esse tema. Pouco depois de a decisão ter sido anunciada, nota emitida pela Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo, endossada pela prefeitura, rechaçou a possibilidade de usar dinheiro público para a construção de uma nova arena na região. O governo federal também se eximiu. Em entrevista coletiva concedida em Johanesburgo, na África do Sul, o ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, passou a responsabilidade ao comitê local. ?O governo federal assinou um termo com a Fifa e se comprometeu a cumprir 11 exigências para realizar a Copa do Mundo, mas nenhuma delas era relacionada a estádios. Isso consta de um documento que as cidades acertaram com a Fifa. Portanto, é uma responsabilidade da região?, explicou o ministro. Segundo Silva Júnior, o governo federal foi procurado no início do ano passado por representantes das 12 cidades-sedes. Eles argumentaram que a crise financeira internacional dificultou a busca por parceiros comerciais e pediram ajuda na forma de crédito facilitado. O governo federal colocou uma linha de crédito de R$ 400 milhões à disposição das cidades via Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No entanto, entidades privadas responsáveis por estádios não conseguiram reunir garantias necessárias para tomar a receita. Com o prazo ficando mais exíguo, o cenário se aproxima do que foi visto nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro. Naquela época, o atraso nas obras exigiu socorro do governo federal e inflação contundente nos custos. ?Não podemos simplesmente esperar que as coisas aconteçam. Não vejo o Brasil sem a Copa do Mundo, até porque isso faria muito mal para a imagem do país, mas é difícil imaginar outra situação se a demora continuar. Podemos ver a repetição de alguns erros cometidos no Pan?, admitiu Silva Júnior.