Máquina do Esporte
Facebook Máquina do EsporteTwitter Máquina do EsporteYoutube Máquina do EsporteLinkedin Máquina do Esporte

Voto em branco vence eleição para presidente da Federação Italiana

País está sem mandatário nos três principais cargos relacionados ao futebol

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 30/01/2018, às 12h30

Imagem Voto em branco vence eleição para presidente da Federação Italiana

Foto: Reprodução / Twitter (@FIGC)

A crise do futebol italiano parece não ter fim. Agora, até uma bizarrice vai entrar para a história do esporte que rendeu quatro títulos mundiais e tantas glórias ao país. Na votação para presidente da Federação Italiana de Futebol, cargo que está vago há mais de dois meses, quem venceu foi o voto em branco, com 59%.

A disputa era entre o presidente da Liga Amadora (Cosimo Sibilia), o presidente do sindicato dos jogadores profissionais (Damiano Tommasi) e o presidente da Lega Pro, a 3a divisão do futebol do país (Gabriele Gravina). Na hora da votação, o favorito Gravina rejeitou uma espécie de pacto com Sibilia. Como consequência, para que Gravina não tivesse maioria simples dos votos, Sibilia e Tommasi mandaram seus eleitores votarem em branco, não mais em nenhum dos dois.

Assim, o resultado foi o que se pode chamar de, no mínimo, incomum. Os votos em branco venceram, com 59%. Gravina teve 39%, votação insuficiente para ficar à frente dos votos em branco e vencer a eleição.

Sem um vencedor, o que manda a regra da Federação é que o Comitê Olímpico Italiano assuma o comando provisoriamente, até que uma nova eleição seja marcada.

O resultado da votação expõe ainda mais a atual situação do futebol na Itália. No momento, os três principais cargos relacionados ao futebol estão vagos. O país não tem presidente da Federação, não tem presidente da Lega Serie A (1a divisão) e não tem técnico da seleção.

Tudo isso é consequência da queda da Squadra Azzurra diante da Suécia na repescagem das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo da Rússia. Carlo Tavecchio, então presidente da Federação, renunciou, e a bola de neve não parou mais.

A bagunça generalizada e a ausência da Itália no Mundial podem, inclusive, atrapalhar o lado financeiro da Azzurra. Especula-se que a Puma esteja insatisfeita e poderia deixar a seleção, assim como a Tim, dona dos naming rights da Lega Serie A. Como a situação é complicada, a imprensa italiana acredita que substitutos nos dois casos não seriam tão rentáveis como os parceiros atuais.

Não é a primeira vez que uma eleição para presidente de federação de futebol de um país conta com um fato bizarro. Na Argentina, em dezembro de 2015, a disputa entre Luis Segura e Marcelo Tinelli teve mais votos do que eleitores. Apesar de 75 presentes, o pleito acabou empatado em 38 a 38, totalizando 76 votos. A votação, então, foi cancelada.