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Opinião / Opinião

Bahia dá aula ao ir da teoria à prática

Erich Beting Publicado em 23/11/2020, às 14h45

Imagem Bahia dá aula ao ir da teoria à prática

O Dia da Consciência Negra motivou, como de costume, uma série de inciativas digitais dos clubes. Apenas um, entre todos eles, fez algo um pouco além do discurso - importante - de quase sempre.


A ideia do Bahia de abrir o primeiro programa de trainee para negros não é original. Foi feita, independentemente de qualquer celebração, pela Magazine Luiza há alguns meses. A empresa sofreu pesadas críticas pela iniciativa, mas saiu-se tão vitoriosa pelo gesto que começou a ser seguida por outras empresas. O Bahia teve o mérito de ser o primeiro a pensar nisso no esporte nacional.

As redes sociais proporcionam algo muito interessante para a sociedade. Elas geram debates que até então eram restritos às ações da mídia ou às propagandas, raríssimas, das empresas. Com a conversa constante e atualizada das redes, usar os canais digitais para se manifestar passou a ser obrigação. Por isso, é natural que esse seja o recurso que clubes e entidades utilizem para se manifestar e conscientizar os torcedores.

A pandemia, porém, nos obriga a sairmos da zona de conforto do digital. Não podemos ficar, mais uma vez, restritos ao discurso ou a um vídeo bonito para fazer a diferença. A atuação do esporte americano durante todo o processo eleitoral no país mostrou que o esporte deve ser usado como ferramenta de mobilização social, não apenas de inclusão de atletas fora de série por meio de um sistema bruto de competição.

O esporte precisa entender que ele não é apenas transformador por permitir uma vida muito mais digna a esportistas que são espetaculares. Ele é um elemento mobilizador das massas. E precisa saber utilizar isso para o bem.

Não adianta mais apenas a retórica do discurso nas redes sociais. Sim, ele é importantíssimo e pode ajudar muito na conscientização das pessoas. Mas só isso não basta. É preciso ir para a prática e promover a transformação.


O esporte envolve um glamour que não pode ser desprezado. Todos nós, em algum momento de nossas vidas, sonhamos em ser um atleta, participar de uma competição ou de vivenciar o ambiente de uma torcida num jogo. 


O esporte é elemento agregador da sociedade, apesar de todas as diferenças que existem nela. O Bahia, mais uma vez, dá uma aula de como ir para a prática em vez de ficar só na teoria. Força ao esporte não falta.