Opinião

Construções e Reconstruções

por Ana Moser
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Minha vida é o esporte. Comecei a frequentar a escolinha de vôlei com 7 anos e pratiquei muito esporte. Passei pelo atletismo, natação, handebol, entre tantas atividades. Aos 16 anos, virei atleta profissional de vôlei, e aos 31 encerrei a carreira após disputar três Jogos Olímpicos, ter sido campeã mundial juvenil, vice-campeã adulta e medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta-96. Um tanto de títulos nacionais e outro tanto em torneios internacionais, fui muito feliz e realizada nesse tempo.

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Como é comum no esporte profissional também convivi com contusões, especialmente nos joelhos. Encerrei a carreira por conta de uma artrose crônica no joelho esquerdo que me acompanhava por pelo menos cinco anos e colocava em risco minha permanência nas quadras. Parei de jogar antes do joelho me parar. Isso porque valia a pena continuar jogando apenas se eu conseguisse ter uma boa performance: ou era para jogar bem, ou melhor fazer outras coisas.


Nunca tive medo de construções ou reconstruções.

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O esporte me ensinou como fazer, como estabelecer metas e viver intensamente o processo. Então eu 'sabia' como fazer para iniciar uma nova carreira. Mas tenho que admitir que parar de fazer uma coisa que fiz a vida toda e aos 30 anos iniciar algo quase do zero não é qualquer desafio.

Lembro que eu pensava em como iria recomeçar: tinha que ter uma atividade que me fizesse ter renda, tinha também que me preparar para novas carreiras e tinha que fazer algo que viesse da minha alma. Bom, a renda eu busquei usando minha imagem e fazendo trabalhos na TV, jornal, mídias digitais, palestras e eventos. Para me preparar para o futuro, claro, fui estudar, algo que tive muito pouco tempo durante minha carreira. E minha alma estava inquieta por saber que eu era privilegiada e que as oportunidades que tive na vida eram quase questão de sorte, a maioria das pessoas não tinha sequer uma chance.

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Aos poucos eu fui traduzindo e dando corpo a esta inquietação por meio do esporte e do Instituto Esporte e Educação. Começou como um projeto, pequena estrutura e poucas pessoas, mas foi crescendo rapidamente. Em quase 20 anos, o IEE atendeu mais de 6 milhões de pessoas e capacitou mais de 45 mil professores por todo o Brasil. Acredito que para o esporte ser um caminho de mudança, ele precisa chegar a todos. E chegar em todo canto deste imenso país. 


Já estivemos no meio da Floresta Amazônica até o sul do Rio Grande do Sul capacitando professores e trazendo alegria a milhares de crianças e jovens.

Nessa jornada conto com diversos parceiros, entre eles o banco BV, que fazem com que seja possível por o que idealizei em prática. Já fizemos muito, mas há um longo caminho. Estou pronta para isso, pois esse é o meu foco hoje!

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