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Opinião / Opinião

Fifa precisa mudar critérios de evento

Duda Lopes Publicado em 18/12/2020, às 11h19

Imagem Fifa precisa mudar critérios de evento
Jürgen Klopp ganha como Melhor Técnico no prêmio The Best 2020
Fonte: Reprodução / Redes Sociais Fifa

A Fifa tem um grande mérito com o prêmio "The Best". A escolha dos melhores jogadores do mundo mobiliza torcedores e o meio do futebol e consagra grandes nomes do esporte. A mídia cobre com entusiasmo um encontro esportivo que não tem uma única bola rolando. É o objetivo central da estratégia! Agora, por outro lado, precisa pensar em modelos diferentes de votação para chegar a um segundo passo.


Um critério justo de escolha não seria simplesmente para que houvesse um maior senso de justiça nos prêmios, o que sem dúvida também seria importante. Mas seria um passo fundamental para que houvesse uma maior rotatividade de nomes, algo significativo para chegar a novos públicos e formar um time mais abrangente de ídolos dentro do esporte mais popular do mundo.

Este ano, por exemplo, houve um fato novo, com Robert Lewandowski eleito melhor jogador do mundo. Na sua sequência, no entanto, Messi e Cristiano Ronaldo, atletas que estiveram longe de suas melhores temporadas.


Os votos partem de técnicos de seleções e capitães, distantes de um critério mais aguçado. Tite, por exemplo, votou em Neymar, atleta que atuou apenas na metade da temporada. Difícil justificar a escolha dele sobre o atacante do Bayern de Munique, além, é claro, da politicagem que seu cargo exige.

Outra questão fundamental é o quanto que o prêmio da Fifa é eurocêntrico. Evidentemente, a nata do futebol está no Velho Continente, mas isso não significa ser razoável ignorar o resto do mundo. É pouco simpático e deixa os mercados emergentes em uma situação constrangedora, o que é comercialmente péssimo. Neste ano, a entidade máxima do futebol entendeu que Marcelo Bielsa, campeão da segunda divisão inglesa, fez mais que Jorge Jesus, que só faltou fazer chover no futebol brasileiro. Faltou tato da entidade.

De maneira geral, o The Best é um evento atrativo. Mas, consolidado, a Fifa precisa pensar em novos ares para a escolha dos melhores do mundo. Já tem evoluído, com o futebol feminino cada vez mais presente, além de novidades divertidas, como o Prêmio Puskás, criado em 2009. Agora, é preciso pensar no evento como um propulsor global do futebol. Caso contrário, ficará restrito a uma conversa com os mesmos mercados, cada vez mais distante do dinamismo que o esporte pede em qualquer segmento.