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Opinião / Opinião

Liderar a conversa é obrigação nas redes

Erich Beting Publicado em 03/11/2020, às 19h04

Imagem Liderar a conversa é obrigação nas redes

O crescimento do consumo do conteúdo esportivo no Twitter como consequência natural do isolamento social imposto pela pandemia mostra como hoje a estratégia digital precisa caminhar ao lado de qualquer plano de comunicação e marketing das entidades esportivas.

Nesta segunda-feira (2), publicamos entrevista exclusiva com Fernando Julianelli, novo vice-presidente de marketing da Stock Car, dentro do podcast Os Maquinistas. No papo, o executivo comentou que um dos desafios que a modalidade tem é encontrar um público mais jovem. Para isso, uma das chaves e usar o conteúdo via redes sociais para entregar uma nova experiência ao fã.

No universo cada vez mais conectado à distância, liderar as conversas nas redes é cada vez mais uma obrigação. O esporte brasileiro que quase sempre usou a rede social como alavanca para comunicar o que acontecia em seu dia a dia, precisa fazer como a Stock Car e repensar a estratégia de utilização da ferramenta.


 Hoje, raros são os casos em que as redes sociais do esporte são usadas para liderar conversas. Os clubes de futebol e as entidades esportivas possuem milhões de seguidores, mas geralmente o discurso protocolar é quem dita o ritmo do relacionamento com os fãs. Ainda existe uma certeza, no mercado corporativo como um todo, de que as redes sociais devem ser um escudo, não uma alvanca.

O que faz atletas terem mais seguidores do que clubes não é o fato de que as entidades esportivas possam ter torcedores que se recusem a acompanhá-las. Claro que isso ajuda, há muito mais fãs de Neymar do que do PSG no mundo. Mas o que mais diferencia um do outro nas redes sociais é a conversa.

As entidades esportivas, assim como as empresas, não chamam para si a responsabilidade de liderar uma conversa. Ainda usamos o raciocínio analógico para nos comunicarmos nas redes sociais. O maior diferencial que existe na comunicação digital é você dar opinião. No esporte, em regra, o que se faz é praticamente o oposto. E, com isso, a rede social vira mais paisagem do que realmente uma ferramenta de liderança e proximidade com o torcedor.

Deveria ser obrigação de cada clube ou entidade que comanda o esporte liderar a conversa. Mas a dificuldade em ter força política para assumir o protagonismo parece travar a digitalização completa do esporte. Não só no Brasil.