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Opinião / Reginaldo Diniz

Opinião: 2021: Uma Odisseia no Futebol

Reginaldo Diniz, especial para a Máquina do Esporte Publicado em 16/06/2021, às 11h28

Imagem Opinião: 2021: Uma Odisseia no Futebol
O ano de 2021 já apresenta uma série de novidades para ajudar na evolução do futebol como negócio
Reprodução

Quem me conhece um pouco sabe que, além do futebol, uma das minhas grandes paixões é o cinema. Em 1968, um ano antes de o homem pisar na Lua, Stanley Kubrick já nos dava um gostinho de como a tecnologia poderia modificar nossas vidas. Em um de seus clássicos “2001: Uma Odisseia no Espaço”, o diretor americano nos fazia refletir sobre a inteligência artificial por meio do personagem HAL 9000, um computador com a capacidade de imitar um ser humano. No futebol, a tal odisseia também existe e está repleta de singularidades em 2021. Vamos ver alguns exemplos?

Não há melhor forma de começar este artigo senão enaltecendo o incrível trabalho do Clube Atlético Mineiro, um dos principais clientes do Grupo End to End. Em março deste ano, o atual campeão estadual anunciou uma parceria com uma empresa canadense a fim de incluir soluções de realidade aumentada no aplicativo oficial do time. Com isso, o torcedor atleticano pode se divertir com ações de engajamento, como tirar fotos e gravar vídeos com jogadores atuais e antigos, além das taças.

Dois meses depois, o Galo continuou buscando o pioneirismo sul-americano ao entrar no mundo NFT (Non-Fungible Token), com obras digitais únicas (como imagens, vídeos e áudios) impossíveis de serem copiadas. O leilão, realizado nos EUA, negociou a defesa do goleiro Victor na partida contra o Tijuana, pelas quartas de final da Copa Libertadores de 2013, por US$ 5 mil. O clube se tornou campeão do torneio naquele ano.

As novidades não pararam por aí. Há alguns dias, o Atlético tornou-se o primeiro no país a lançar sua própria criptomoeda, a Galo. O “fan token” oficial permite ao torcedor adquirir produtos e experiências, aumentando o engajamento. Outra forma de aproximar o fã do time foi realizar parcerias com os patrocinadores, como a conta digital Meu Galo Bmg, já disponível há alguns anos.

Outro destaque importante no futebol brasileiro, desta vez em âmbito nacional, diz respeito às TVs dos clubes. Com a proibição da entrada de jornalistas e cinegrafistas em treinos e bastidores por conta da pandemia, as TVs próprias assumiram um papel fundamental, não só para comunicar-se com seu torcedor, como para ilustrar matérias de programas esportivos nas TVs. Streaming is the new black! E não podemos esquecer dos chips para celular, um potencial gigantesco de crescimento com 230 milhões de celulares ativos no país, o quinto maior mercado de smartphones do mundo.

Saindo um pouco do campo da tecnologia, as arenas, tão lucrativas enquanto havia público, tiveram de se reinventar para continuar recebendo clientes. E o fizeram! Um novo espaço no Allianz Parque, estádio do Palmeiras, terá uma sala de coworking ampliada (150 para 350 pessoas), espaço para competições de e-Sports, restaurantes e um mirante com vista para o estádio. A expectativa é de inaugurar o espaço até o final do ano, recebendo cerca de 30 mil pessoas por mês.

E para finalizar nossa odisseia, na semana passada, o Senado aprovou o projeto que cria a Sociedade Anônima do Futebol (SAF), com algumas mudanças no texto original. O objetivo é tentar seduzir clubes e investidores, estabelecendo um regime tributário específico para o futebol (TEF), além de alternativas para o pagamento de dívidas cíveis e trabalhistas.

Neste artigo, compartilhei com vocês alguns exemplos de como podemos potencializar o esporte como negócio. Sabemos que, tecnicamente, o futebol brasileiro pode não ser o mais atrativo dentro de campo, mas fora dele muitos profissionais estão se movimentando para entregar o melhor produto para seus clientes.

Nós, do Grupo End do End, acreditamos que sempre é possível evoluir o futebol como entretenimento, satisfazendo clube, torcedor e empresas parceiras. E acreditamos que esse é um caminho sem volta. É um desafio e tanto, mas como diria Walt Disney, o “Papa” do encantamento ao cliente: "Eu gosto do impossível porque lá a concorrência é menor."

Até a próxima!

Reginaldo Diniz é cofundador e CEO do Grupo End to End e escreve mensalmente na Máquina do Esporte