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Opinião: Autenticidade é garantia de boa ativação

Erich Beting Publicado em 18/01/2021, às 11h23

Imagem Opinião: Autenticidade é garantia de boa ativação
Conversa entre os goleiros Marcos e Weverton mostrou uma naturalidade que ajuda as marcas a entenderem o marketing esportivo
Reprodução

Final de jogo. Palmeiras 0 x 2 River Plate. Ainda atordoado pelo vareio de bola dos argentinos e pela suadíssima classificação à final da Copa Libertadores, o torcedor do Palmeiras não conseguia dormir na noite de terça-feira (12). Já era quase madrugada quando o ex-goleiro Marcos, um dos maiores ídolos da história do clube, decidiu fazer uma Live no seu perfil do Instagram para “desestressar”.

Assim como milhões de fanáticos palmeirenses, Marcão não conseguiria dormir. Precisava conversar sobre o jogo com outros torcedores, desabafar sobre a péssima atuação do time, agradecer aos juízes da partida, relembrar de tudo o que parecia não ter acontecido no Allianz Parque.

Em menos de 10min de Live, Marcos recebe uma solicitação para um convidado participar da Live conversando com ele. Era o goleiro do Palmeiras Weverton, que havia sofrido dois gols e salvo uma porção de outros. Ele ainda aguardava o exame antidoping nos corredores do estádio palmeirense.

A partir daí, começou um bate-papo entre o ídolo da única conquista da Libertadores e o salva-metas da atual campanha. Uma autêntica resenha de jogadores. Falando sobre o jogo, sobre o time, sobre fazer parte da história...

Quase meio milhão de pessoas já assistiu à Live do Marcão. E muitas outras milhares devem ver e rever nos próximos dias. O bate-papo entre os dois ganhou destaque em vários portais e, no domingo, foi alvo de uma longa reportagem do Esporte Espetacular, da TV Globo, que deu sequência à resenha entre os dois e programou a reutilização da camisa 12 por Weverton em matéria replicada no site de maior audiência do Brasil.

Nem que as assessorias de imprensa ou os gerentes de marketing tivessem planejado por dias um bate-papo desses, conseguiriam produzir algo semelhante. O que sobrou nesse caso foi a autenticidade. Marcos e Weverton foram autênticos. Usaram seus canais digitais para mostrar a cara e conversar sobre o que havia sido um jogo épico.

Sem a frieza e a artilharia pesada de uma entrevista coletiva. Sem os gestos calculados de uma ação de patrocinador.

Ser autêntico sempre foi certeza de uma boa ação envolvendo o esporte. Se tem algo que é mais do que sagrado na relação do esporte é a espontaneidade. Marcos é o craque que é não apenas pelo que fez dentro de campo, mas também por ser uma pessoa de carne e osso fora deles.

Ele é o torcedor autêntico palmeirense, que corneta os jogadores, que reclama de tudo, mas que no fim das contas canta e vibra pelo alviverde inteiro.

O grande segredo para as ativações de patrocínio, que devem permear nossas “timelines” nas próximas semanas de decisões na Libertadores e na Copa do Brasil, é serem as mais autênticas possíveis.

Para quem não entende muito o que é isso, o bate-papo entre Marcos e Weverton é uma boa dica de como conseguir marcar o nome na história do torcedor sem mexer naquilo que é mais sagrado. A paixão dele pelo clube e pelos ídolos desse clube.