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Opinião / Gafe?

Opinião: Brasil está mais perdido que estagiário da Fifa

Erich Beting Publicado em 06/01/2021, às 07h36

Imagem Opinião: Brasil está mais perdido que estagiário da Fifa

Tratada como uma mera gafe por boa parte da imprensa brasileira, a comida de bola do site oficial da Fifa ao falar das semifinais da Libertadores revela que o futebol brasileiro está mais perdido que o estagiário da entidade máxima do futebol. Para quem não viu, a Fifa publicou uma foto de cada um dos destaques dos quatro semifinalistas da competição sul-americana.

Na hora de colocar Rony, grande nome do Palmeiras no torneio, o site da entidade subiu uma foto com Roni, jogador do Corinthians. O próprio atleta corintiano usou seu perfil no Instagram para brincar com o erro.

Brincadeiras à parte e para além da bronca que o responsável pela publicação no site da Fifa deve ter tomado, o caso revela não apenas falta de preparo da entidade máxima do futebol. Ela é uma enorme prova de que o futebol brasileiro é um absoluto e completo desconhecido do exterior.

É lógico que a Fifa não poderia nunca cometer uma gafe dessas. Mas ela também acontece por total incompetência dos clubes brasileiros em trabalharem suas marcas. O palmeirense tem orgulho de se dizer o Maior clube do Brasil.

Mas o que somos além da fronteira?

O problema não é só do Palmeiras, mas de todo o futebol nacional. Ao longo de quatro décadas nos conformamos em ser exportadores do pé-de-obra em vez de sermos exportadores de nosso produto futebol. Com exceção da seleção brasileira, que a CBF faz questão em manter como único produto de exportação do futebol brasileiro, não sabemos promover nossas marcas.

Por necessidade comercial, há 20 anos que a Europa começou a expandir a marca de suas competições e de seus clubes para o exterior. Foram necessárias duas décadas para formarmos uma geração que já se acostumou a saber tanto ou mais sobre o Liverpool do que sabe dos principais times nacionais.

Enquanto isso, deitados no berço esplêndido da venda de jovens jogadores para equilibrar o caixa, esquecemo-nos de que o melhor que poderíamos fazer, em vez de exportar o atleta, é levar para fora um bom jogo de futebol. Por mais complexo que sejam os horários das partidas, por mais distante que possamos estar do foco de atenção do eruopeu, o futebol brasileiro é um produto que desperta curiosidade.

A gafe quem comete todo dia não é a Fifa, mas o futebol brasileiro ao não pensar estrategicamente em como promover seu produto e ganhar mercado. Estamos mais perdidos que o estagiário da Fifa...

Site da Fifa colocou o Rony errado ao falar das semifinais da Copa Libertadores
Reprodução