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Opinião / Rosana Fortes

Opinião: Estradas mais tranquilas para ciclistas e motoristas

Strava e Grupo CCR trabalham juntos para garantir mais segurança nas estradas de São Paulo

Rosana Fortes, especial para a Máquina do Esporte Publicado em 04/11/2021, às 07h45

Nos últimos anos, houve um aumento considerável no fluxo de ciclistas que usam as rodovias - BRSK
Nos últimos anos, houve um aumento considerável no fluxo de ciclistas que usam as rodovias - BRSK

Há alguns meses fui procurada pela equipe do Grupo CCR, um dos líderes na administração de rodovias no país, para a apresentação de um projeto bastante disruptivo focado na busca de novas rotas ciclísticas, começando por um piloto no estado de São Paulo.

Os bastidores do projeto são bem claros. Existe um aumento considerável no fluxo de ciclistas que usam as rodovias para o deslocamento e, principalmente, treinos nos últimos anos. Com o aumento nas vendas de bicicletas durante a pandemia, esse movimento só tende a crescer assim como o risco de acidentes, muitas vezes fatais. Quem nunca foi impactado por uma notícia trágica de ciclista dividindo espaço com carros em alta velocidade nas estradas? A CCR tenta liderar um movimento de identificação, adaptação e construção de novas rotas de bicicleta que possam servir para os ciclistas que, hoje, trafegam nas rodovias.

Acredito que quem pedala tem uma atenção extra ao enxergar um ciclista que passa ao lado do seu carro. Desacelera, dá passagem, evita a qualquer custo "tirar um fino". Mas ainda somos poucos. Em um artigo de alguns meses atrás, comentei sobre o meu receio de pedalar na Grande São Paulo. Não só pela falta de ciclovias em muitos trechos, mas, principalmente, pela agressividade dos motoristas e total falta de harmonia entre esses dois públicos. Sem tirar aqui a culpa do ciclista "causador" também, aquele que anda na contramão e não nos representa.

O projeto das novas rotas ciclísticas começou de forma bastante inteligente, ouvindo quem tem a bicicleta no centro da sua vida. Ciclistas profissionais que precisam treinar longas distâncias, líderes das principais assessorias esportivas e também os que precisam dela para se locomover. Tudo desenvolvido a muitas mãos!

Depois de alguns meses, a evolução do projeto é bonita de se ver! Nas próximas semanas, todo o time envolvido começará uma força-tarefa para a divulgação de duas novas rotas que têm todos os elementos para atrair os ciclistas que buscam segurança, vias bem sinalizadas, pontos de apoio e cercados de atrativos culturais e muita natureza.

Aqui no Strava possuímos o Metro, a principal plataforma global sobre deslocamento em transporte não motorizado disponível de forma gratuita para governos municipais, urbanistas e ativistas que defendem infraestruturas seguras. Milhões de pessoas publicam diariamente no Strava suas pedaladas, corridas e caminhadas, e então usamos esses dados agregados, de forma anônima, no trabalho junto aos departamentos de transporte e grupos de planejamento urbano que buscam entender as mudanças de padrões nos deslocamentos nas cidades, como melhorar a segurança e também no momento de avaliação de projetos de infraestrutura. Os dados do Metro estão sendo usados pela CCR no projeto das novas rotas de ciclismo, e torcemos para que mais adesões cheguem por aqui.

Dados são o "novo petróleo", e que secretaria de transporte não gostaria de ter informações fresquinhas sobre as rotas mais acessadas antes da construção de uma ciclovia?

Fica a dica para os leitores dessa coluna que tiverem interesse em aplicar com projetos ou divulgar essa oportunidade!

Rosana Fortes é country manager do Strava no Brasil e escreve mensalmente na Máquina do Esporte