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Opinião / Fernando Fleury

Opinião: Exponencialidades tecnológicas para o esporte

Grandes mudanças são desenhadas e construídas como se constrói um prédio, ou seja, andar por andar

Fernando Fleury, especial para a Máquina do Esporte Publicado em 07/12/2021, às 08h45

Tecnologias têm evoluído exponencialmente nas últimas décadas, causando, assim, efeitos na sociedade - Reprodução
Tecnologias têm evoluído exponencialmente nas últimas décadas, causando, assim, efeitos na sociedade - Reprodução

O futuro não é obra do acaso. As coisas não acontecem do nada. As grandes mudanças são desenhadas e construídas como se constrói um prédio. Andar por andar. Até que de repente está concluído. Assim, as vertentes tecnológicas são passiveis de análise antecipada. Sem futurologia ou achismo. E as mudanças que estamos vendo acontecer atingirão o esporte e entretenimento. Quer queiram ou não.

O esporte e o entretenimento são espaços ávidos por soluções tecnológicas e, muitas vezes, são usados como laboratórios e plataformas de teste. Outras tantas vezes, no entanto, o esporte, principalmente, acaba não vendo a tecnologia chegar como deveria. Por mais que as coisas estejam debaixo dos olhos.

As tecnologias que vejo como possíveis de impactar o esporte nos próximos anos não são novas. Na verdade, estão aí já faz algum tempo. Porém, só agora é que começamos a ver a evolução do estágio embrionário para algo mais palpável. Esse último ciclo propiciou uma conexão muito grande entre diversas tecnologias que estavam sendo estudadas. Reflexo disso?

É o que em tecnologia chamamos de exponencialidade, termo utilizado para definir a velocidade ultra-acelerada com que as tecnologias têm evoluído nas últimas décadas e o efeito que causam na sociedade. Assim, utilizamos como base a “função exponencial”. Criando um gráfico que permite analisar as situações que se enquadram em uma curva de crescimento ou decrescimento. No caso da exponencialidade tecnológica, a curva (exponencial) sobe cada vez mais rápido e de forma impactante. Mas o que isso tem a ver com o esporte?

Tudo. Pois o esporte é um reflexo da sociedade.

Um exemplo que costumo citar em sala de aula é: que esporte será o futebol na próxima década para fazermos as gerações vindouras consumi-lo?

Em resumo, 2022 será o ano da confluência de muitas tecnologias que abriram nossas mentes.

O mundo do marketing já vê awareness, performance, e-commerces, marketplaces, CRM, UX/UI, convergindo para um ponto de integração. A tendência é que essa visão leve patrocinadores a buscarem ganhos onde todos esses conceitos possam ser aplicados de formas melhores.

Não é à toa que temos visto cada vez menos interesse na simples exposição da marca e muito mais interesse na conexão com o fã.

Dessa forma, não podemos deixar de pensar no conceito de realidades fluidas e imersivas que devem começar a ser trabalhadas com o avanço do metaverso. Tecnologia que, duas décadas após o precursor secondlife, começa a ser emplacada não só em games, mas também em modelos comerciais. A chegada do 5G ao Brasil contribuirá e muito para esse avanço.

Algumas tendências podem beneficar e muito o esporte. Principalmente para aqueles que estiverem mais antenados nas possibilidades de ganhos a médio e longo prazos.

Grandes empresas estão buscando cada vez mais usar o DTC (direct to consumer) como canal de venda. Esportes de massa, como o futebol, podem se aproveitar bastante deste modelo, sendo uma plataforma que servirá como meio para que grandes marcas atinjam seus objetivos.

Outra tendência que já desponta é o crescimento da importância de influencers e creators nas estratégias das grandes marcas. Equipe esportivas estão longe de alcançar esses postos. Mas eu apontaria nessa direção. Transformar equipes não apenas em plataformas de mídias, mas em um modelo que permita criar acesso direto com seus fãs. O conceito de engajamento com o fã, principalmente no Brasil, é míope, mas todas essas mudanças permitirão que avancemos para aquilo que chamamos de monetização.

Por fim, dados. Dados já são vitais e continuarão a ser. Equipes esportivas brasileiras ainda estão extremamente atrasadas com relação à utilização de dados em seus modelos de negócios, e isso precisa mudar urgentemente.

Sem medo de ser feliz, 2022 tem tudo para ser um ano sensacional para vermos avanços nos modelos de marketing, vendas e patrocínios na indústria do esporte.

Nos veremos lá!

Acompanhe o autor nas redes sociais: @fleurysportmkt

Fernando Fleury é fundador da Armatore Market + Science e escreve mensalmente na Máquina do Esporte