Máquina do Esporte
Facebook Máquina do EsporteTwitter Máquina do EsporteYoutube Máquina do EsporteLinkedin Máquina do Esporte
Opinião / Mais marcas

Opinião: Futebol surpreende e se mantém em alta com mercado

Duda Lopes Publicado em 09/03/2021, às 01h39

Imagem Opinião: Futebol surpreende e se mantém em alta com mercado

A pandemia do Covid-19 foi devastadora em diversos segmentos da economia. E o esporte virou exemplo da complexidade de adaptação frente à necessidade de isolamento social. Após meses sem eventos, as modalidades tiveram que se adaptar para existir sem a presença direta de seus consumidores. Ainda assim, mesmo diante de tantas adversidades, houve boas notícias para o Brasil.

Isso porque, de maneira geral, o impacto foi menor do que o esperado, a considerar o esporte mais popular do país, o futebol. Não exatamente nas contas dos clubes, que sofreram sem a entrada de torcedores nos estádios e ainda viram o mercado de televisão ter diversas reviravoltas. Mas na presença dos patrocinadores. Se houvesse forte vazão de marcas, o prejuízo seria muito maior.

Pois não houve. O sentimento de quem trabalha nesse mercado foi agora comprovado pelo Mapa do Patrocínio do Futebol, lançado nesta semana pelo Ibope Repucom. Em 2019, foram 144 marcas nos uniformes dos clubes da Série A. Em 2020, em meio à pandemia, foram 145. A taxa de permanência das marcas em uma temporada e outra subiu de 40% para 49%.

Não houve levantamento de valores desses acordos, mas a permanência das marcas já é indicativo forte de confiança maior das empresas na plataforma do futebol. E isso mesmo em um cenário pouco confortável, seja na ausência de jogos, de torcedores nas arquibancadas e até mesmo de qualquer preocupação de imagem de algumas equipes frente à pandemia que já matou mais de 260 mil brasileiros.

Copa do Brasil tem um novo title sponsor com a chegada da Intelbras (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Algumas notícias recentes reforçam essa impressão. Um bom exemplo esteve no Corinthians, que fez péssima temporada esportiva e vem convivendo com graves erros de gestão. Mesmo nesse cenário, em 2020, o clube finalmente fechou os naming rights de sua arena. No espaço máster do uniforme, a saída do BMG não representou meses de ausência de marca, como aconteceu após a saída da Caixa. O time conseguiu uma nova parceira que ainda paga 50% a mais do que a anterior.

Nesta semana mesmo, mais uma notícia de peso para o mercado, com a troca de title sponsors da Copa do Brasil, mesmo com a permanência da Continental, em acordo menor. Até mesmo a saída do Banco Inter do São Paulo não precisa ser encarada com pessimismo; o grupo que rege a marca tem apostado forte na construção de estádio do Atlético Mineiro, mais uma moderna estrutura para o futebol e mais um acordo de naming rights no mercado nacional.

Infelizmente, graças à tenebrosa gestão federal para a pandemia do Covid-19, o ano de 2021 deverá ser de muitos problemas, talvez sem a mesma força para a manutenção de investimentos, além de, claro, o clima cada vez mais melancólico com vidas que não param de ir embora. Mas, para o esporte, a crise liga um sinal de otimismo para 2022, com o futebol se mostrando como uma plataforma de entretenimento cada vez mais consistente.