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Opinião / Luis Ferrari

Opinião: GP São Paulo de F1 se torna modelo de evento pós-pandemia

Prova em Interlagos contou com segurança tanto em termos sanitários quanto na prevenção a crimes

Luis Ferrari, especial para a Máquina do Esporte Publicado em 18/11/2021, às 09h36 - Atualizado às 09h38

Lewis Hamilton venceu um Grande Prêmio de São Paulo repleto de emoções em Interlagos - Reprodução / Twitter (@F1)
Lewis Hamilton venceu um Grande Prêmio de São Paulo repleto de emoções em Interlagos - Reprodução / Twitter (@F1)

A passagem da Fórmula 1 por São Paulo no último final de semana estabeleceu o novo paradigma para um evento esportivo internacional de primeira linha em um cenário pós-pandemia. Com segurança tanto em termos sanitários, com um protocolo rigoroso de acesso e testagem, quanto na prevenção a crimes, graças a um efetivo de mais de 5 mil policiais na região de Interlagos, o Grande Prêmio de São Paulo foi um sucesso dentro e fora da pista.

O show de Lewis Hamilton com a Mercedes nos três dias foi um espetáculo à altura do que fizeram de forma extremamente profissional as autoridades envolvidas na realização do GP e o novo promotor local da prova em São Paulo. Com isso, o impacto da passagem da F1 pelo Brasil teve números superlativos, dignos da categoria rainha do esporte a motor.

Ao todo, foram quase 182 mil pessoas em Interlagos nos três dias de evento. De acordo com dados do governo do estado, em apenas uma semana o impacto do evento na economia paulista foi na ordem de R$ 1 bilhão, com a geração de nada menos que 8.500 empregos diretos e indiretos na realização da corrida.

O GP de São Paulo serviu ainda de palco para anúncios importantes para a indústria. Licenciada da marca Shell no Brasil e uma das patrocinadoras do evento, a Raízen, por exemplo, aproveitou o gancho do novo regulamento de combustíveis da F1 para 2022 e revelou que fornecerá etanol de segunda geração para a Ferrari no ano que vem. É um passo importante da F1 rumo à sustentabilidade e uma grande oportunidade para emplacar o etanol de cana-de-açúcar brasileiro como combustível eficiente e limpo em escala global.

Alinhada com a bandeira de sustentabilidade que a F1 levanta com força sob direção da Liberty Media, a equipe local de promoção também adotou medidas pioneiras em Interlagos no último final de semana. Pela primeira vez, o promotor local se preocupou em conduzir compensação de carbono, compostagem, água em embalagem tipo tetrapak (redução de plástico) e programa estruturado de coleta.

Para completar o sucesso, depois de quase dois anos trancado em casa, o torcedor/consumidor estava e ainda está ávido pelo retorno às arquibancadas e às áreas de hospitalidade.

A F1 em São Paulo mostrou de forma exemplar o caminho a ser percorrido.

Que possamos acelerar muito nessa rota nos próximos meses!

Luis Ferrari é sócio-fundador da Ferrari Promo, agência-boutique especializada em relações públicas no esporte a motor, e escreve mensalmente na Máquina do Esporte