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Opinião / Erich Beting

Opinião: Ibope mostra aposta certeira da Globo nas Olimpíadas

Erich Beting Publicado em 27/07/2021, às 11h23

Imagem Opinião: Ibope mostra aposta certeira da Globo nas Olimpíadas
Tóquio 2020 mostrou aposta certa da Globo na Olimpíada
Divulgação

Os bons resultados que a Globo tem conquistado com as transmissões olímpicas nos primeiros dias de Tóquio 2020 mostram que a aposta da emissora após o Rio 2016 tem sido certeira. Pouco antes de os Jogos japoneses terem início, pairava uma dúvida sobre como seria a audiência da Globo durante o evento.

A estreia da seleção feminina, dois dias antes da Cerimônia de Abertura, manteve a dúvida, já que a audiência praticamente oscilou para cima dentro da normalidade do horário. Mas o Ibope da transmissão da Abertura e do primeiro final de semana olímpico, mostrou um cenário completamente favorável para a Globo.

O brasileiro se ligou aos Jogos, ainda mais por conta do sucesso do skate, que empolgou o público. Agora, o ouro de Ítalo Ferreira no surfe parece que vai impulsionar ainda mais o interesse em acompanharmos os atletas do país em Tóquio.

E é exatamente aí que está a chave do sucesso da Globo. A emissora usa o interesse do Brasil pelo “levantamento de medalhas” para colocar tudo o que for do país ao vivo na TV aberta. Para quem é fã de esporte, não um consumidor casual, a solução é ir para o SporTV e seus zilhões de canais para acompanhar as competições olímpicas.

O sucesso dessa estratégia mostra que a aposta feita pós-Rio pela Globo foi certeira. A emissora optou por assegurar um contrato de longo prazo com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e terá, até 2032, as transmissões olímpicas.

O problema é que, no intervalo do ciclo olímpico, não existe mais a força de mídia da Globo para promover as modalidades. Como reflexo da política de privilegiar o megaevento, a emissora reduziu custos nas competições menores.

O ciclo entre Rio e Tóquio foi aquele, em décadas, com menor exposição de atletas olímpicos na TV aberta brasileira. Isso interfere, e muito, na criação de novos fãs para o esporte. Sem a exposição das modalidades em geral na Globo, corremos o risco de ver o interesse pelos Jogos Olímpicos cair no médio prazo.

Na primeira Olimpíada pós-Rio, com o adendo de ter cinco anos de distância entre os Jogos, o resultado da audiência na TV mostra que a aposta, por enquanto, segue certeira. O brasileiro quer ver o megaevento e torcer pelo país. O que acontece entre uma Olimpíada e outra não é assim tão interessante para ele.