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Opinião / Samy Vaisman

Opinião: Ídolos não morrem... Viram lendas

Samy Vaisman, especial para a Máquina do Esporte Publicado em 05/05/2021, às 10h36

Imagem Opinião: Ídolos não morrem... Viram lendas
Quarto do americano David Kohler, com o maior acervo particular de lembranças sobre o Los Angeles Lakers
Divulgação

“Ídolos não morrem... Viram lendas”. Não sei de quem é essa frase. Pesquisei na Internet e vi diversas citações a Chorão, ex-vocalista do Charlie Brown Jr., que faleceu em 2013. Não sei se é o trecho de alguma música ou se uma homenagem feita pelos fãs. Mas essa é uma frase que conversa muito com o esporte, com os sentimentos, referências e a idolatria que, muitas vezes, começam ainda na infância. É a paixão dos fãs que mantém viva a memória desses ídolos, é isso que faz com que mudem de patamar. A saudade e a história que construíram criam legados e fazem com que ídolos virem lendas. E a memorabília é um ponto de contato importante nessa relação.

No último sábado, dia 1º, fui impactado por lembranças de dois grandes ídolos mundiais: Ayrton Senna, no ‘aniversário’ de 27 anos de sua morte, naquela tragédia em Ímola, e Kobe Bryant, vítima na queda do helicóptero em que viajava ao lado da filha, Gianna - que completaria 15 anos há poucos dias -, e outros sete tripulantes, em janeiro do ano passado, na Califórnia. Não é necessário ficar falando aqui sobre as qualidades e os feitos, sobre o ‘tamanho’ desse dois gênios.

Uma série limitada de uma luva, entalhada em madeira nobre, replicando a que Senna usava nas corridas - e com os detalhes dos remendos costurados pela mãe, Dona Neyde -, foi lançada no Brasil em parceria com o Instituto Ayrton Senna. São apenas 41 unidades, celebrando o número de vitórias do tricampeão mundial, com base de granito em uma verdadeira obra de arte. Não é apenas ‘mais uma coleção’ em homenagem a Ayrton, é mais um exemplo de um trabalho bem executado e que imortaliza sua imagem, mantém viva a alma de um herói nacional.

É possível comprar diversos produtos oficiais de Senna: capacetes, miniaturas, bonés, camisas... É possível adquirir peças de memorabília também. Mas, infelizmente, quando falamos de produtos / peças / coleções de heróis brasileiros, Senna é uma exceção.

Já a lembrança de Kobe veio de uma matéria sobre um colecionador chamado David Kohler. Lembro que o repórter José Renato Ambrósio (atualmente no Grupo Globo, à época ainda na ESPN), em visita à Califórnia, visitou o museu particular de Kohler, um espaço de mais de 1.000m² e com mais de 2 mil itens, em sua maioria, dos Los Angeles Lakers. Esqueça tudo o que você já ouviu falar sobre coleções, Kohler é um ponto fora da curva. É um dos maiores - senão o maior - colecionador de memorabília do mundo.

Não é um museu, é mais do que isso. É tido pelos fãs como um santuário e boa parte do acervo é de Kobe Bryant. Kohler tem de tudo um pouco, ou melhor, ‘de tudo um muito’ do Black Mamba: dezenas de camisas, tênis, fotos, itens pessoais, peças únicas, históricas... A paixão pela franquia rendeu à sua casa o apelido de ‘Home of Fame’, em simpático trocadilho a ‘Hall of Fame’.

Não encontrei um link da reportagem do Zé Renato, mas achei esse do saudoso (e estiloso) Craig Sager, que mostra esse universo Laker. Difícil é achar uma palavra que vá além do impressionante para definir esse acervo de memorabília.

Atualizando

Para quem leu a coluna de abril... Luka Doncic não é mais o ‘dono’ do card mais caro do mundo. O card da temporada de estreia do jovem astro do Dallas Mavericks havia sido vendido por US$ 4,6 milhões em março e era o mais valioso da história da NBA. Era. Um card do calouro LeBron James (2003), com um patch do Cleveland Cavaliers, foi arrematado por US$ 5,2 milhões (cerca de R$ 29,5 milhões), segundo o site PWCC Marketplace. Ele é um dos 99 que foram produzidos pela Upper Deck à época.

Ah, e se você tiver interesse em comprar um, dessa mesma série, basta acessar o link link da Goldin Auctions. Lance mínimo de módicos US$ 250 mil. Bom leilão!


Samy Vaisman é jornalista, sócio-diretor da MPC Rio Comunicação (@mpcriocom) e co-fundador da Memorabília do Esporte (@memorabiliadoesporte)