Máquina do Esporte
Facebook Máquina do EsporteTwitter Máquina do EsporteYoutube Máquina do EsporteLinkedin Máquina do Esporte
Opinião / Bernardo Pontes

Opinião: O jogo do marketing de influência no esporte está só começando

Está mais do que na hora de os atletas enxergarem a bola por outro ponto de vista, mas não espere a prorrogação

Bernardo Pontes, especial para a Máquina do Esporte Publicado em 17/11/2021, às 08h18 - Atualizado às 08h20

Rebeca Andrade é uma das atletas que mais têm se destacado no marketing de influência - Ricardo Bufolin / Confederação Brasileira de Ginástica
Rebeca Andrade é uma das atletas que mais têm se destacado no marketing de influência - Ricardo Bufolin / Confederação Brasileira de Ginástica

Você certamente já foi impactado por uma publicidade de um influenciador que você segue. E vou além: provavelmente esse influenciador não é um atleta de futebol. Acertei?

Comecei o texto dessa forma justamente por entender que há uma estrada bem pavimentada quando o assunto é marketing de influência no esporte, principalmente no futebol. Poucos entraram nesse campo.

NÚMEROS DO MERCADO DE INFLUÊNCIA

O mercado de influência está em constante crescimento no Brasil. Para se ter uma ideia, tomamos da China a primeira colocação no ranking mundial de países em que os influenciadores digitais têm mais poder sobre os consumidores.

De acordo com dados de uma pesquisa realizada pela Opinion Box, os brasileiros são altamente influenciados por celebridades em meios digitais em suas decisões de compra.

  • 67% dos usuários do Instagram no Brasil seguem algum influenciador digital;
  • 55% dos entrevistados disseram já ter comprado algo indicado ou utilizado por um influenciador digital;
  • 18,5% afirmam que já foram influenciados por celebridades durante seu processo de decisão de compra;
  • 82% dos brasileiros seguem marcas no Instagram;
  • 47% interagem com posts de empresas e marcas.

NO ESPORTE EM GERAL

Quando trazemos para o mundo esportivo, temos alguns bons exemplos de influenciadores que monetizam seus conteúdos de maneira inteligente e criativa. Fred (Desimpedidos) talvez tenha sido um dos primeiros a se destacar no segmento. 

Os Jogos Olímpicos impulsionaram essa frente de negócio junto a alguns atletas que se destacaram na competição como é o caso das medalhistas Rebeca Andrade e Rayssa Leal.

No futebol, os atletas ainda não identificaram que sua influência tem grande valor. E que é possível gerar receita por meio disso. Por exemplo; muitos atletas de clubes da Série A têm mais seguidores do que muitos influenciadores que monetizam suas redes. Porém destaco uma frase do empresário Alex Monteiro: “alcance se compra, influência se conquista”.

A trajetória dos atletas vai muito além do que apresentam nos campos. A paixão dos fãs pelos seus ídolos ultrapassa o esporte. Esportistas influenciam cada vez mais comportamentos de consumo, ditando tendências e movimentando milhões de seguidores. Desde geração de conteúdo e ativação de marca a geração de novos negócios, o digital abriu um universo de novas possibilidades.

Por outro lado, ainda existe um número pequeno de atletas que conseguem faturar com a sua imagem fora dos campos. A boa notícia é que a maior parte desse processo é facilitada por empresas especializadas em marketing de influência, gestão de imagem e relação com as marcas.

O ex-jogador de futebol Negrete e a atleta Natalia Guitler, campeã mundial de futevôlei, são exemplos de personalidades que já faturam alto com suas imagens. Eles são os novos queridinhos das marcas.

Está mais do que na hora de os atletas enxergarem a bola por outro ponto de vista. Mas não adianta pensar nisso durante a prorrogação. O momento é agora, afinal o jogo está apenas começando.

Bernardo Pontes, executivo de marketing com passagens por clubes como Fluminense, Vasco, Cruzeiro, Corinthians e Flamengo, é sócio da Alob Sports, empresa especializada em conectar atletas e personalidades a marcas, fundador da SporTeach e escreve mensalmente na Máquina do Esporte