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Opinião / Rosana Fortes

Opinião: O que podemos esperar de 2022?

Expectativas são positivas, e a retomada dos eventos esportivos presenciais já está acontecendo

Rosana Fortes, especial para a Máquina do Esporte Publicado em 02/12/2021, às 07h28 - Atualizado às 07h30

L'Étape conseguiu, no Rio de Janeiro, fechar ruas e avenidas que só durante os Jogos do Rio 2016 havia sido possível - Divulgação / Strava
L'Étape conseguiu, no Rio de Janeiro, fechar ruas e avenidas que só durante os Jogos do Rio 2016 havia sido possível - Divulgação / Strava

Escrevo esse artigo entre as notícias sobre a nova variante da Covid-19, Ômicron, e sua proliferação com casos diagnosticados em diversos países, inclusive no Brasil. Na torcida por boas notícias nos próximos dias e semanas, quero falar sobre o ano de 2022 e o que podemos esperar dele.

Os últimos meses nos deram um gostinho da expectativa da comunidade esportiva pela retomada dos eventos presenciais. Maratona do Rio, edições do L'Étape em Campos do Jordão (SP) e no Rio de Janeiro (RJ), Maratona de Floripa, entre outros. Eventos superorganizados e que mostraram como o atleta sente falta da celebração da sua jornada de treinos. A competição é a cereja do bolo, a consagração de uma trajetória e de toda a sua entrega!

Tive o prazer de estar no Rio e competir no L'Étape e foi totalmente emocionante! Não só por ser a minha primeira prova nesse esporte ainda bastante desafiador que é o ciclismo, mas por reviver momentos tão importantes para um atleta amador. O treino com amigos na véspera da prova, a retirada de kit, a visita a uma expo, a preparação do que usar no grande dia, o briefing e, finalmente, o frio na barriga de uma largada!

Falando ainda sobre o L'Étape e sua edição carioca, a organização conseguiu o feito de fechar ruas importantíssimas da cidade, incluindo todo o Aterro do Flamengo e a orla da praia entre Copacabana e Leblon. Acho que só vi algo parecido durante os Jogos do Rio 2016! Organização impecável! No trecho de volta, já a caminho da chegada, vivi um momento lindo ao pedalar em uma rua paralela à que acontecia uma corrida organizada pela marca Reserva. Ciclistas e corredores exalando uma energia indescritível em um dia lindo na cidade.

Conversei com Gisele Gasparotto e Santiago Ascenço, líderes de grandes assessorias esportivas, e com Paulo Carelli, COO da Iguana Sports e presidente da Abraceo (Associação Brasileira dos Organizadores de Corrida de Rua e Esportes Outdoor), para entender qual a maior expectativa de cada um deles.

Para Gisele, 2022 será o ano da realização. ”Reviver experiências que antes da pandemia eram comuns e muitas vezes banais, mas que, agora, têm um valor e sabor diferentes. As pessoas querem viver. Querem estar em contato com outras, ter uma comunidade, querem se desafiar, então 2022 será o ano da realização de tudo que fomos privados em dois anos de pandemia. A expectativa é ter um calendário recheado de viagens, principalmente pelo Brasil, algumas no exterior, e muitos eventos com o objetivo de proporcionar essa vivência de bike e comunidade”.

Santiago Ascenço é o líder de uma das principais assessorias de triatlo, ciclismo e corrida do país, e acredita que no próximo ano os atletas terão finalmente condições de montar um planejamento e um calendário adequados. ”É essencial que o atleta consiga realizar uma periodização adequada. Nos últimos dois anos, foi bem difícil. Começávamos um ciclo e nunca tínhamos a certeza de que concluiríamos”.

E Paulo Carelli, da Iguana, mencionou um aspecto superimportante: o dos novos atletas amadores que aderiram ao esporte no período da pandemia. ”Estamos sentindo e observando que muitos atletas ainda estão muito cautelosos em relação à participação em provas e eventos. Temos visto um movimento grande, principalmente de novos corredores que estão querendo participar, mas ainda estão aprendendo o que é um evento esportivo, uma corrida de rua e como funciona. É um público novo, e por isso temos procurado resgatar conteúdos básicos e informativos para que esse público se sinta mais seguro para participar”.

As expectativas são positivas, e a retomada dos eventos esportivos presenciais já está acontecendo. Nós por aqui, marcas, organizadores, clubes e assessorias esportivas, e, claro, atletas, estamos na contagem regressiva para um calendário repleto de provas.

Rosana Fortes é country manager do Strava no Brasil e escreve mensalmente na Máquina do Esporte