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Opinião / Dancinha

Opinião: Por jovens, esporte precisa ser mais rápido na comunicação

Duda Lopes Publicado em 04/03/2021, às 00h46

Imagem Opinião: Por jovens, esporte precisa ser mais rápido na comunicação

O universo de novas mídias sociais é um enorme desafio para o profissional de comunicação: elas surgem rápido, com uma linguagem própria, ganham enorme relevância e, muitas vezes, desaparecem pouco tempo depois. Para muitas empresas em diversos segmentos, essa é uma luta que não vale a pena. Para o esporte, é necessária a atenção com maior carinho: o engajamento com os mais jovens depende disso.

O grande símbolo atual desse desafio é o Tik Tok. Se você tem mais de 30 anos, como eu, provavelmente nunca baixou o aplicativo. E, se baixou, é provável que tenha achado as dancinhas da rede social pouquíssimo interessantes. É diferente de redes como Instagram e Twitter, que são mais fáceis de serem compreendidas por um público mais amplo.

O problema é que a rede está altamente estabelecida, mesmo que isso não dure muito tempo. A Pepsi, ao chamar Messi e Pogba para uma campanha, usa o Tik Tok para as ativações. Mas o esporte, de maneira geral, passa por fora. As grandes equipes do Brasil, por exemplo, passaram a usar a ferramenta em 2019, mas nem todos com as devidas habilidades de uso da rede. Normalmente, ela é usada como um replicador de ‘memes’, sem capacidade para atrair um público novo.

Campanha da Pepsi levou astros do futebol para o Tik Tok (Foto: Divulgação)

Entender o público jovem é sempre complicado. A ponto de um time do Campeonato Carioca abrir mão de um jogador para inscrever o Cartolouco. Esportivamente, parece loucura. Mas, em termos de comunicação, é uma forma de ter um tiro certeiro entre torcedores que são difíceis de reter a atenção.

Marcas que não têm os jovens como principal foco podem ser mais conservadoras. Como aconteceu com o Bradesco Seguros, que entrou no Tik Tok apenas em janeiro deste ano. Não há qualquer problema em uma seguradora consolidada pisar em ovos com novas redes. Mas, entre agentes do esporte, a demora pode custar caro.

Melhor exemplo recente esteve com o Nescau, que não hesitou em colocar sua plataforma esportiva na mais recente febre, o Clubhouse. A marca não é vidente e não faz a menor ideia se a nova rede será relevante daqui duas semanas, mas sabe que, por falar com os mais jovens, precisa ter essa flexibilidade.

Pois o mundo do esporte também precisa. E com discurso afinado, por mais desafiador que isso seja.