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Opinião / Erich Beting

Opinião: Por que as marcas vão fazer diferente no Super Bowl

Erich Beting Publicado em 03/02/2021, às 09h33

Imagem Opinião: Por que as marcas vão fazer diferente no Super Bowl
O Super Bowl costuma representar um divisor de águas para a indústria americana da propaganda
Reprodução

No próximo domingo, os olhos do mercado americano vão se voltar para o Super Bowl. A grande decisão do futebol americano acontece dentro de um contexto bem diferente dos últimos cinco anos. Sem a disputa e polarização eleitoral após a saída de Donald Trump e ainda sob o efeito da pandemia, haverá uma disputa completamente nova para as marcas que aproveitam a partida para fazer grandes campanhas publicitárias.

O Super Bowl costuma representar um divisor de águas para a indústria americana da propaganda. As marcas e as agências usam o evento, que quase sempre é a maior audiência de TV dos Estados Unidos no ano, para cravar seu nome na história.

Mas num ano completamente diferente, a dificuldade que a rede CBS teve para vender todos os espaços publicitários disponíveis para a transmissão da partida mostrou que o próprio mercado ainda não sabe direito o que esperar para o domingão.

Marcas que anunciavam há décadas decidiram que não estarão mais na transmissão, como a Coca-Cola. Outras, já anunciaram que não vão aparecer, mas mantiveram o espaço reservado, como a Budweiser, que cederá sua vaga para mostrar iniciativas de combate ao Covid.

A tensão gerada na saída de Donald Trump da Casa Branca causou uma enorme ferida no orgulho americano. O flerte com um golpe de estado deixou o cidadão “neutro” mais alerta sobre a polarização política. Da mesma forma, o Covid deixa cicatrizes. As pessoas querem se conectar com as coisas simples.

Isso deve mudar bastante a configuração do que será transmitido pelos anunciantes. As marcas, que usaram bastante o Super Bowl nos últimos anos para se posicionar, já dão sinais de que este ano a coisa pode ser um pouco diferente. Alguns grandes publicitários donos de agências já disseram que, talvez, o público queira apenas se lembrar de como é legal um jogo de futebol.

O Super Bowl LV pode ser um divisor de águas para o mercado publicitário americano e indicar um novo caminho para se conversar com o público.