Máquina do Esporte
Facebook Máquina do EsporteTwitter Máquina do EsporteYoutube Máquina do EsporteLinkedin Máquina do Esporte
Opinião / Álvaro Cotta

Opinião: Retomando o básico

No NBB, restrições ainda são necessárias, porém convivem com a esperança de uma retomada gradual do público

Álvaro Cotta, especial para a Máquina do Esporte Publicado em 18/10/2021, às 08h15 - Atualizado às 08h25

Após mais de um ano e meio, ginásios do NBB estarão de portas abertas para o início da temporada 2021/2022 - Reprodução
Após mais de um ano e meio, ginásios do NBB estarão de portas abertas para o início da temporada 2021/2022 - Reprodução

Passaram-se 18 meses desde a interrupção abrupta dos eventos esportivos causada pela chegada da pandemia no país, em março de 2020. A temporada 2021/2022 da Liga Nacional de Basquete (LNB) iniciará, agora, um novo ciclo na curta história do NBB.

Desde 2009, quando o campeonato brasileiro de basquete foi renomeado para Novo Basquete Brasil (NBB), a LNB construiu uma personalidade inovadora no esporte brasileiro. A criação da LNB pelos clubes fundadores surgiu com muita expectativa e inúmeras dúvidas sobre sua sobrevivência. Mas, no próximo dia 23 de outubro, o NBB celebrará o início de sua 14ª edição. A trajetória dessa competição é recheada de curiosidades, conquistas, erros e acertos, frustrações e, principalmente, aprendizado. Apesar da pouca idade, a liga tem contribuído positivamente para o desenvolvimento e o crescimento da modalidade no Brasil e na América Latina.

O pioneirismo da LNB esteve presente nos primeiros dias de existência, com a criação do NBB junto à Rede Globo. Em 2014, foi assinada a parceria com a NBA, o que tem promovido grandes avanços na gestão dos clubes do NBB. O triênio de 2015 a 2018 foi marcado pela implementação do controle da produção e distribuição dos conteúdos e dos jogos do NBB. Três fatos marcantes provocaram uma ruptura nos modelos de transmissão ao vivo de eventos esportivos no país: a estreia do NBB ao vivo no Facebook em 2015, no Twitter em 2016 e na estratégia de multiplataforma em 2018, com seis parceiros de mídia distribuídos de segunda a sábado.

Ainda nesse período, o NBB inaugurou jogos ao vivo na plataforma da Twitch no Brasil, com transmissões ao vivo no canal “Nunca Mexa”, do Ninja, e em outros canais de criadores de conteúdos de basquete e personalidades da música, como Marcelo D2.

O entretenimento esportivo foi outra inovação que transformou outros produtos da LNB: o Jogo das Estrelas e a Copa Super 8. Esses dois eventos vieram para ampliar a oferta de eventos para o mercado e para a comunidade do basquete. O Jogo das Estrelas se transformou em uma grande plataforma de comunicação e experiência, enquanto a Copa Super 8 preencheu uma lacuna no calendário esportivo nacional.

Fora das quadras, os clubes da LNB inovaram com avanços e modernizações no estatuto e no regulamento que aprimoraram a governança da entidade, fortaleceram as relações com os atletas e treinadores, aumentaram a estabilidade das equipes e trouxeram maior segurança para os parceiros e marcas envolvidas.

A pandemia de Covid-19 impactou profundamente as pessoas, as organizações e os hábitos da sociedade. Perdas irreparáveis foram contabilizadas. Restrições ainda são necessárias, porém convivem com a esperança de uma retomada gradual do público.

Ao longo de vários anos, a LNB direcionou foco e atenção para inovações tecnológicas, projetos revolucionários e investimentos em ferramentas digitais. Agora, talvez tenha chegado o momento de voltar as atenções para o ativo mais importante e mais básico. O NBB 2021/2022 será o reinício da conexão direta entre o basquete e o seu público, entre o atleta e a torcida, entre o ídolo e o seu fã. Os ginásios estão de portas abertas novamente.

Álvaro Cotta é diretor comercial da Liga Nacional de Basquete (LNB) e escreve mensalmente na Máquina do Esporte