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Opinião / Manoela Penna

Opinião: Sobre medalhas com alma

Manoela Penna, especial para Máquina do Esporte Publicado em 09/08/2021, às 09h45

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“Não vim aqui ganhar medalhas, vim mostrar o skate para o mundo”. Essa foi a declaração de Pedro Barros ao colocar a prata no pescoço pelo pódio histórico na estreia do skate park em Jogos Olímpicos.

Pedrinho falou do lifestyle da modalidade e mostrou, ao vibrar com as manobras de seus oponentes a cada volta e abraçar efusivamente seus companheiros de pódio, que mesmo uma modalidade novata pode ter o Espírito Olímpico em sua essência.

E foi assim desde 25 de julho, quando o Brasil conquistou sua primeira medalha. A cada conquista, uma mensagem.

Sim, nossas medalhas em Tóquio são carregadas de alma e significado. O Brasil varou madrugadas e voltou a se emocionar ao ser apresentado a personagens tão inspiradores como Ana Marcela Cunha, Bia Ferreira, Rayssa Leal, Isaquias Queiroz, Alison dos Santos, Ítalo Ferreira. Quando Rebeca Andrade se consagra ao som de Baile de Favela e descortina sua trajetória, isso dá àquela medalha inesquecível um peso ainda maior.

Estamos diante de uma geração de atletas que conhece bem o seu lugar de fala e entendeu sua força. Jovens que, ao nascerem na era digital, desde sempre estão expostos ao mundo e com isso aprenderam a levantar bandeiras.

Esses heróis olímpicos do novo milênio, que colecionam medalhas e seguidores, não serão somente reconhecidos e imortalizados por suas vitórias nos campos, pistas, quadras. Eles serão valorizados por sua influência e capacidade de engajar.

Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.