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Opinião / Conteúdo digital

Opinião: Startups com foco em conteúdo surgem de olho no mercado dos esportes olímpicos

É importante que atletas e confederações tenham um suporte cada vez maior quando o assunto é o mundo digital

André Stepan, especial para a Máquina do Esporte Publicado em 23/09/2021, às 07h47 - Atualizado às 07h56

Jogos Olímpicos e Paralímpicos ajudaram a consolidar a importância do conteúdo digital - Reprodução
Jogos Olímpicos e Paralímpicos ajudaram a consolidar a importância do conteúdo digital - Reprodução

Entre julho e o começo deste mês, tivemos o privilégio de ver os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020. Apesar de todas as dificuldades impostas para a realização de ambos os eventos por conta da pandemia, mais de 15 mil atletas de 205 países estiveram no Japão e deram show: foram 183 recordes mundiais quebrados. Fora das praças de competição, pudemos ver a consolidação da importância do conteúdo digital, publicado em redes sociais, para confederações e esportistas.

Por meio de diversas plataformas, inúmeras confederações e atletas estabeleceram comunicação direta com os torcedores, que não puderam marcar presença no Japão também por conta da pandemia. Quase em sua totalidade, antigos heróis olímpicos e novos ídolos souberam compartilhar muito além dos Jogos: bastidores da viagem e da competição, alegrias, frustrações e interações. De olho neste mercado e com o objetivo de posicionar e impulsionar a carreira de atletas, algumas startups já surgem com projetos muito interessantes, como a Soul Brasil Esportes e o Mosqueteiros do Esporte.

“Um dos pilares da Soul é a curadoria de conteúdo. Hoje, qualquer pessoa é ‘especialista’ em um assunto, e o Google às vezes pode mais atrapalhar do que ajudar. Queremos oferecer conteúdos que sejam curados por especialistas de verdade. Então, se vamos falar de psicologia esportiva, temos um psicólogo especialista em esporte para criar os conteúdos, e assim vai. Acredito ser um assunto superdelicado e muito importante para startup e atletas. Temos muitos geradores de conteúdo, porque estamos na Era Digital, e uma informação errada sobre alimentação, treino, etc. pode custar caro para o atleta. E olhando pelo lado deles, sempre batemos na tecla: saiba que tem alguém te seguindo, te olhando e se inspirando dentro da sua modalidade. Então é importante que os atletas sejam conscientes daquilo que vão publicar, como vão se posicionar, que marcas vão aceitar fazer parceria. Acredito que o principal meio de contato entre atletas, marcas e fãs é a criação de conteúdo. Mas ele precisa ser consistente, realista e que vá de acordo com os valores do atleta”, comentou Maria Teresa Publico Dias, cofundadora da Soul Brasil Esportes.

Fundada em 2018, a Soul Brasil Esportes criou o ‘Diagnóstico do Atleta‘, desenvolvendo uma metodologia própria baseada em sete pilares: planejamento de carreira e financeiro, apoio nutricional, psicológico e pedagógico, preparação física e marketing & branding. A empresa já foi destaque no processo de aceleração da IeAD (Adidas), ficando entre as 25 principais startups do projeto da empresa alemã em 2019. Depois de passar pela primeira rodada de investimento, lançará a sua plataforma em outubro.

“A publicidade do futuro é a que entretém. E o esporte é um dos mais encantadores conteúdos da indústria do entretenimento. O Mosqueteiros do Esporte é uma plataforma de patrocínio coletivo para atletas em ebulição, mas, acima de tudo, queremos posicioná-lo como uma plataforma de comunicação. O objetivo é que uma empresa ative a marca lançando mão do conteúdo dos atletas em treinamentos e competições, assim como em vivências esportivas dos fãs do esporte e os atletas”, disse Marcelo Cintra, idealizador do Mosqueteiros do Esporte.

O Mosqueteiros do Esporte propõe um fluxo de patrocínio colaborativo e economicamente sustentável para todas as partes envolvidas: atletas, apoiadores e empresas. Na plataforma, a startup hospeda o perfil do atleta e presta assessoria de comunicação para potencializar a captação de recursos.

Com profissionais experientes na indústria do marketing esportivo, essas e outras startups devem dar um suporte extremamente necessário a atletas e confederações olímpicas para extrair o máximo também no conteúdo digital, com posicionamento junto ao público e às marcas.

André Stepan é jornalista, pós-graduado em marketing esportivo, especialista em comunicação e conteúdo digital, e escreve mensalmente na Máquina do Esporte