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Opinião / Álvaro Cotta

Opinião: Um troféu para dezesseis campeões

Álvaro Cotta, especial para a Máquina do Esporte Publicado em 24/05/2021, às 02h29

Imagem Opinião: Um troféu para dezesseis campeões

16 de março de 2020, data em que fomos obrigados a interromper e, posteriormente, cancelar a temporada 2020/21 do NBB. Uma frustação enorme que, sete dias antes do Jogo das Estrelas, um dos principais eventos de entretenimento esportivo do Brasil, atingiu toda a comunidade do esporte e o ecossistema da Liga Nacional de Basquete (LNB).

Após os primeiros dias, a tristeza virou preocupação devido a tantos desafios pela frente. A prioridade sempre foi a saúde de atletas, treinadores, staff, profissionais dos clubes e da LNB, patrocinadores, parceiros e fãs. Os impactos financeiros e sociais foram profundos, porém administrados com a participação de todos.

Foram meses de estudos, discussões, conversas e entendimentos. Grupos multidisciplinares foram criados com representantes de cada classe envolvida, desde os atletas até os patrocinadores. Todos foram ouvidos. A rotina incluiu troca de informações com ligas internacionais, como as da Espanha, Argentina e EUA, consultas a órgãos oficiais, como secretarias de esporte e saúde, e ainda entidades como a FPF, ligas nacionais e os clubes, além de análises de memorandos e documentos científicos e orientações de profissionais das áreas da saúde e do direito.

Ninguém imaginava que hoje, um ano após o início da pandemia, estaríamos ainda convivendo com os desafios e as imprevisibilidades de toda essa tragédia sanitária. Como se diz no meio do esporte, a vitória exige suor, dedicação, dor e muito esforço. Ser campeão é muito difícil e, normalmente, para poucos.

Porém, a temporada 2020/21 do NBB tem 16 campeões. A final inédita entre Flamengo e São Paulo é uma vitória do coletivo, da humildade, da sensibilidade, da resiliência, da cooperação, da força e da união de dezesseis equipes que tomaram decisões complexas, muitas vezes questionadas, mas que permitiram chegarmos ao fim da temporada de pé, com saúde e orgulho.

Flamengo e São Paulo abriram a decisão de 2021 do NBB no último sábado (22)
Marcelo Cortes/Flamengo
Nem sempre escolhemos o caminho certo, mas somos nós que escolhemos o caminho" Cássio Roque, ex-Presidente da LNB

A visão coletiva dos clubes, nesse período, foi fortalecida diante das inúmeras questões relacionadas à Liga Nacional de Basquete. Desde sua fundação, em 2008, a LNB passou por várias gestões, porém a filosofia e os princípios básicos da sua criação foram conduzidos e solidificados pelos seis Presidentes – Kouros Monadjemi, Cássio Roque, João Fernando Rossi, Nilo Guimarães, Lula Ferreira e, atualmente, Delano Franco – e todos os líderes que formaram a diretoria, o conselho e a assembleia.

Passamos em mais um teste. Não foi o primeiro e, certamente, não será o último. Muitos desafios ainda virão e tornarão a LNB ainda mais forte. O tempo é um aliado que possibilitará novos aprendizados, novos erros e novos acertos.

Tenho muito orgulho de trabalhar e contribuir com essa organização, com essa empresa. Clubes inovadores, visionários e sonhadores, conduzidos por líderes comprometidos em transformar uma parte do esporte brasileiro. “Unidade na diversidade”, uma frase criada pelo primeiro presidente da Liga, Kouros Monadjemi, simboliza as reuniões periódicas dos clubes.

Sou parte da uma equipe executiva incansável, qualificada e admirável pela sua dedicação. Em nome de todos os profissionais da LNB, um agradecimento especial aos parceiros e patrocinadores pelo apoio incondicional; aos atletas, treinadores e árbitros que, na quadra, levaram alegria e diversão para as pessoas; e aos fãs do NBB cujo amor ou simpatia pelo basquete se transformaram em um exercício de paciência, impedidos de acompanharem suas equipes e seus ídolos presencialmente.

Que tenhamos uma final emocionante, na qual um troféu representará dezesseis campeões.

Álvaro Cotta é diretor comercial da LNB e escreve mensalmente na Máquina do Esporte