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Opinião / André Stepan

Opinião: Com foco no digital, internacionalização do Flamengo na China ganha força

Contra o Fluminense, time rubro-negro estampou nomes dos jogadores em mandarim nas camisas

André Stepan, especial para a Máquina do Esporte Publicado em 28/10/2021, às 07h55

Iniciativa foi mais um passo no processo de internacionalização da marca Flamengo no mercado chinês - Reprodução / Twitter (@Flamengo)
Iniciativa foi mais um passo no processo de internacionalização da marca Flamengo no mercado chinês - Reprodução / Twitter (@Flamengo)

No último sábado (23), no Maracanã, o Flamengo enfrentou o Fluminense pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Dentro de campo, o resultado foi adverso para o rubro-negro, com derrota por 3 a 1 para o rival. Mas, fora dele, o clube deu mais um passo importante para o projeto de internacionalização de marca na China.

Em parceria com a agência EMW, o Flamengo está presente em três importantes plataformas chinesas desde 25 de fevereiro, dia da conquista do Brasileirão 2020, e já tem planos de iniciar também um perfil ativo no WeChat. No Fla-Flu, o clube viu uma oportunidade de turbinar a relação com os fãs de futebol na China.

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Camisa do Flamengo com inscrição em mandarim

Com os nomes dos jogadores estampados em mandarim nas camisas, além de um símbolo do “Ano do Boi” (representação utilizada pela astrologia chinesa para apresentar o ano de 2021), o Flamengo falou de forma direta para o público chinês. Além do conteúdo digital produzido pelo clube para amplificar a ação em território chinês, houve transmissão da PPTV (canal local) para todo o território.

“O Flamengo mais uma vez demonstra sua visão estratégica e é pioneiro entre os clubes brasileiros a iniciar um movimento de construção de sua marca de forma sólida, se aproximando dos milhões de fãs locais que hoje consomem futebol internacional. Temos um plano já traçado até 2023 e que já começa a gerar resultados comerciais. Ter jogadores no elenco que possuem forte relevância local como o David Luiz potencializam a nossa abordagem”, disse Michael Rocha-Keys, CEO global da EMW.

Além de alcançar 1 milhão de seguidores nas redes sociais da China até fevereiro, o projeto também tem o objetivo de se tornar uma nova e importante fonte de receita para o clube. Em paralelo à produção de conteúdo, está sendo feito um mapeamento de empresas chinesas que tenham interesse no Brasil, assim como companhias brasileiras que queiram atuar no mercado chinês.

“Recentemente, o Flamengo mostrou o potencial de engajamento global que sua marca possui, batendo o recorde mundial em um lançamento de NFT junto ao seu parceiro. Impulsionamos a campanha localmente na China, e a receptividade foi muito positiva, comprovando que estamos estrategicamente no caminho certo”, completou Michael.

Mesmo perante os desafios da pandemia, o Flamengo seguiu, com criatividade, explorando novas possibilidades dentro da área de conteúdo digital para gerar receita. O projeto chinês ainda está no início e há um longo caminho a percorrer. No entanto, o começo é bem animador e mostra que pode ser bem possível alcançar um outro grande público por meio das redes sociais. 

André Stepan é jornalista, pós-graduado em marketing esportivo, especialista em comunicação e conteúdo digital, e escreve mensalmente na Máquina do Esporte