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Adidas substituirá Olympikus como marca esportiva oficial da Maratona do Rio

Anúncio oficial será realizado em uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (7)

Wagner Giannella - São Paulo (SP) Publicado em 07/04/2022, às 09h50

Em 2021, Maratona do Rio contou com patrocínio da Olympikus pelo 11º ano consecutivo - Divulgação / Na Buena Onda
Em 2021, Maratona do Rio contou com patrocínio da Olympikus pelo 11º ano consecutivo - Divulgação / Na Buena Onda

No ano em que completará 20 anos de existência, a Maratona do Rio terá uma nova marca esportiva oficial. Após 11 anos, a Olympikus deixa a propriedade e será substituída pela Adidas. A nova parceria será divulgada na manhã desta quinta-feira (7), em uma coletiva de imprensa realizada pelos organizadores da prova, uma das maiores do país e da América Latina. As redes sociais oficiais da Maratona do Rio deram um spoiler da novidade na noite de quarta-feira (6).

Com o patrocínio, a Adidas volta a demonstrar um interesse pela corrida de rua que vai além dos produtos feitos para a prática da modalidade no Brasil. Em julho de 2019, a marca anunciou a volta de uma prova proprietária no país, a Boost Run, que foi realizada em outubro daquele mesmo ano. À época, a empresa alemã afirmou que o retorno de uma prova proprietária se dava pela vontade do cliente da Adidas e que seria um marco para a volta pesada da marca ao universo do running.

Ainda em 2019, em setembro, a Adidas apresentou a Boost Land, um espaço arcade gratuito que levou ao consumidor da marca tudo sobre a tecnologia Boost de uma forma lúdica. Na corrida, disputada em 6 de outubro, houve a participação de Kaká, patrocinado pela Adidas, e show de Pabllo Vittar em uma mega-arena montada no Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo.

Depois, no início de março de 2020, a marca lançou a edição 2020 do projeto Speed Runners, retomado um ano antes, que desafia corredores de rua a serem mais rápidos do que seus próprios recordes. Os vencedores das disputas ganhariam passagens e inscrições para provas importantes de 10K (Bogotá), 21K (Buenos Aires) e 42K (Berlim) naquele ano.

No entanto, uma semana depois, a pandemia deu as caras no país, e todos os planos foram colocados de lado por dois anos. Agora, com a Maratona do Rio, a empresa volta a aparecer com força no cenário de uma prova de running no país. Na América do Sul, a Adidas ainda patrocina a Meia e a Maratona de Buenos Aires (Argentina) e a Maratona de Lima (Peru).

Pelo lado da Olympikus, apesar de não renovar com a Maratona do Rio com quem tinha parceria desde 2011, a marca brasileira segue com investimento pesado no running. Nas últimas semanas, lançou três novos tênis, um deles o primeiro com placa de grafeno do mundo, e inaugurou a Casa do Corre, um espaço no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, para se aproximar ainda mais do corredor de rua. No próximo domingo (10), a Olympikus ainda estreará como marca esportiva oficial da Maratona de São Paulo, o que era para ter acontecido em 2020, mas a pandemia não deixou.

“A Maratona do Rio foi muito importante quando era só ela, mas agora precisamos de uma coisa mais horizontal. Estamos em um momento de marca em que precisamos ir além do branding, da exposição do logotipo. Precisamos ter a atenção das pessoas. Ao mesmo tempo, queremos estar próximos das pessoas que estão realizando sonhos. Preciso que as pessoas coloquem os tênis nos pés. É o que vai fazer a diferença. Momentos transformadores. Momentos importantes para o corredor. A marca precisa permanecer na vida do corredor, das pessoas”, justificou Márcio Callage, diretor de marketing da Olympikus, em entrevista exclusiva à Máquina do Esporte.