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Após 15 anos, Adidas revende Reebok e “perde” US$ 1,3 bilhão

Redação Publicado em 16/08/2021, às 14h51

Imagem Após 15 anos, Adidas revende Reebok e “perde” US$ 1,3 bilhão

A Adidas assinou, na última semana, um acordo para vender a marca Reebok para o Authentic Brands Group (ABG) em um negócio avaliado em US$ 2,5 bilhões. Com isso, a marca alemã “perderá” US$ 1,3 bilhão, sem contar a inflação, na revenda da marca de origem americana. Em 2006, a mesma Adidas havia pagado US$ 3,8 bilhões para comprar a Reebok, em um movimento que tinha como maior objetivo impulsionar os negócios da companhia alemã no mercado americano.

Agora, a Reebok, que desde o ano passado perdeu seu maior ativo (era a única marca licenciada do Crossfit), passa a ser parte do grupo de licenciamento americano Authentic Brands, que controla as marcas e propriedades intelectuais de entidades como a revista Sports Illustrated, o boxeador já falecido Muhammad Ali e o astro do basquete Shaquille O'Neal.

A Adidas já havia dito que iria se desfazer da Reebok no começo do ano, uma vez que a ideia é fortalecer os negócios com a marca-mãe do grupo. A venda deverá ser finalizada apenas no primeiro trimestre de 2022.

“É uma honra ter a responsabilidade de levar o legado da Reebok adiante. Este é um marco importante para a ABG, e estamos comprometidos em preservar a integridade, inovação e valores da Reebok. Estamos ansiosos para trabalhar em estreita colaboração com a equipe da Reebok para construir o sucesso da marca”, declarou Jamie Salter, fundador, presidente e CEO do Authentic Brands Group.

Reprodução

A sede mundial da Reebok permanecerá em Boston, no estado americano de Massachusetts, e o Authentic Brands Group trabalhará junto à Adidas na transição do controle das marcas.

“A Reebok tem sido uma parte valiosa da Adidas, e somos gratos pelas contribuições que a marca e a equipe por trás dela deram à nossa empresa. Com essa mudança de propriedade, acreditamos que a marca Reebok estará bem-posicionada para o sucesso de longo prazo”, disse Kasper Rorsted, CEO da Adidas.

O executivo disse ainda que a venda é parte da estratégia da Adidas chamada de “Own the Game”, de fortalecimento da marca alemã dentro do mercado de marcas esportivas, que é liderado com folga pela Nike e tem justamente a Adidas como segunda maior empresa.