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Após isenção de vacina, Djokovic pode ser impedido de jogar Aberto da Austrália

Primeiro-ministro diz que se justificativa for insuficiente, tenista terá que voltar para casa

Redação Publicado em 05/01/2022, às 12h55

Djokovic posa com as malas no aeroporto antes de embarcar para a Austrália para jogar o Australian Open - Reprodução/Facebook Novak Djokovic
Djokovic posa com as malas no aeroporto antes de embarcar para a Austrália para jogar o Australian Open - Reprodução/Facebook Novak Djokovic

Scott Morrison, primeiro-ministro da Austrália, afirmou que o tenista Novak Djokovic poderá ter que voltar para casa após receber permissão para atuar no país mesmo sem estar vacinado para a Covid-19. A competição começa no próximo dia 17.

O sérvio conseguiu autorização com os organizadores do Aberto da Austrália, causando revolta em jogadores e funcionários do torneio, que precisam estar vacinados para participar do evento.

Para Morrison, se as razões alegadas pelo jogador não convencerem as autoridades, Djokovic irá embarcar no “próximo avião para casa”. Ele afirmou que o tenista terá que apresentar prova de isenção médica de vacinação.

"Se essas alegações forem insuficientes, ele não será tratado de forma diferente de ninguém. Não deveria haver regras especiais para Novak Djokovic. Nenhuma", criticou o político.

Djokovic não se pronunciou sobre o assunto, mas no ano passado disse que se “opunha à vacinação obrigatória”.

Os organizadores dizem que o atual campeão do torneio e número 1 do ranking mundial não recebeu tratamento especial. Mas a liberação não pegou bem para a competição. A Austrália vê novo crescimento da doença, com média móvel de 37.395 novos casos e 12 mortes.

Mais de 90% da população do país acima de 16 anos está totalmente vacinada, mas ainda há restrição a viagens interestaduais ou internacionais. Essa é a razão para a autorização a Djokovic ter irritado tanta gente. Muitos australianos acusam o governo de permitir que ricos e famosos burlem as regras sanitárias, enquanto o resto da população permanece impedida de viajar.

“Acho muito interessante. É tudo o que direi”, ironizou o tenista australiano Alex de Minaur.

Jamie Murray, tradicional parceiro do brasileiro Bruno Soares no circuito internacional, foi mais incisivo.

“Realmente não sei o que dizer sobre isso. Acho que se fosse eu que não fosse vacinado, não receberia uma isenção. Devemos parabenizar o Djokovic por ter conseguido vir para a Austrália competir”, ironizou o britânico.

O ex-tenista Rod Laver, o maior da história do tênis australiano, cobrou que seja tornado público o motivo para o qual foi dada a isenção ao sérvio.

“Sim, ele é um grande jogador e já se apresentou e ganhou muitos torneios. Então, não pode ser [motivo] físico. Então, qual é o problema?”, questionou.

Houve 26 tenistas pedindo isenções médicas para disputar o Aberto da Austrália. Segundo Craig Tiley, chefe do torneio, algumas foram concedidas, de acordo com a legislação do país.