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Após sumiço de Shuai Peng, WTA ameaça retirar torneios de tênis da China

Entidade que comanda o tênis feminino exige prova de vida da tenista para não encerrar negócios com o país asiático

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 19/11/2021, às 15h17

Campanha endossada pela WTA questiona onde está a tenista chinesa Shuai Peng - Reprodução / Twitter (@WTA)
Campanha endossada pela WTA questiona onde está a tenista chinesa Shuai Peng - Reprodução / Twitter (@WTA)

O sumiço da tenista chinesa Shuai Peng levou a WTA, entidade que coordena o tênis feminino no mundo, a ameaçar retirar todos os torneios do calendário previstos para a China em 2022. Peng está desaparecida desde que fez uma denúncia de assédio sexual envolvendo o ex-vice-premiê chinês Zhang Gaoli.

O desaparecimento da atleta de 35 anos, que foi líder do ranking mundial de duplas e chegou a Top 20 do mundo nas simples, desencadeou uma reação em cadeia no universo esportivo. Naomi Osaka, Serena Williams, Novak Djokovic e diversos outros tenistas se manifestaram, assim como o zagueiro Gerard Piqué, do Barcelona. Os atletas usaram suas redes sociais para exigir da China uma comprovação de vida de Peng. A Anistia Internacional também já cobrou o governo chinês.

A WTA foi a primeira entidade esportiva a se manifestar publicamente prometendo sanções contra a China. Segundo o diário australiano Sydney Morning Herald, a entidade diz que o caso está “acima dos negócios”. A China é o principal destino do calendário feminino do tênis. Em 2019, última temporada “cheia” do circuito antes da pandemia, nove torneios foram disputados no país. Os Estados Unidos, com oito competições, são o segundo país mais assíduo no calendário.

“Se alguém quiser questionar nossa firmeza por trás de uma afirmação como essa, certamente pode tentar. Estamos em uma encruzilhada no nosso relacionamento com a China e operando nossos negócios por lá”, disse o presidente-executivo da WTA, Steve Simon, em um comunicado divulgado nas redes sociais.

Em entrevista à rede de notícias CNN, o executivo foi além e disse que é preciso respeitar as mulheres.

“Muitas vezes, no nosso mundo atual, acabamos entrando em questões como essa, em que deixamos os negócios, a política, o dinheiro ditarem o que é certo e o que é errado. É muito importante que as vozes das mulheres sejam respeitadas”, afirmou Simon.

A discussão acontece menos de três meses antes dos Jogos Olímpicos de Inverno, que serão disputados em Pequim. Nas redes sociais, já vinham ocorrendo diversos movimentos pedindo o boicote dos patrocinadores aos Jogos. O caso de Shuai Peng reacendeu o debate.