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Outros / 20 de setembro

CBRu cria "Dia do Rugbier" e homenageia ex-jogador Diego Padilla

Data escolhida remete ao aniversário de nascimento da maior lenda da modalidade no país

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 21/09/2021, às 08h46

Diego Padilla, o "Don Diego", atuou como jogador nas décadas de 1980 e 1990 - Arquivo pessoal
Diego Padilla, o "Don Diego", atuou como jogador nas décadas de 1980 e 1990 - Arquivo pessoal

A Confederação Brasileira de Rúgbi (CBRu) estabeleceu o dia 20 de setembro como "Dia do Rugbier" no Brasil. Trata-se de uma ação da entidade para homenagear todos os que se dedicam ao esporte dentro e fora de campo, mantendo o espírito e os princípios da modalidade.

A data foi escolhida de forma simbólica, pois marca o aniversário de nascimento de Diego Padilla, o "Don Diego", como o ex-jogador e treinador da seleção brasileira era conhecido no meio do rúgbi. Para celebrar, um vídeo-tributo foi lançado nas redes sociais da entidade. Diego teria completado 61 anos nesta segunda-feira (20), mas faleceu em 2019, vítima de complicações pós-cirúrgicas.

"Diego Padilla foi uma das pessoas mais solidárias e íntegras do rúgbi brasileiro, levando os valores do nosso esporte por onde passou. Além de um jogador espetacular, foi treinador e auxiliou na construção do rúgbi fora de campo. Diego é alguém que simboliza o melhor do rugbier, e acreditamos que a data reforçará tudo que buscamos transmitir através do esporte", destacou Martin Jaco, presidente do Conselho de Administração da CBRu.

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Livro terá renda revertida para família do ex-jogador

Além da data especial, Diego Padilla será homenageado também com o lançamento do livro "Don Diego", escrito pelo jornalista Sérgio Xavier, que chegará ao público no final de outubro pela Editora Labrador. Toda a renda da venda será revertida para a família do ex-jogador, que deixou esposa e quatro filhos.

Leia abaixo um trecho da obra:

“Escrever a história de quem não se conheceu é um desafio a mais. É quase a sensação do deficiente visual que precisa reconstruir a imagem de um ambiente em 3D a partir dos sons capturados para poder se mover e não tropeçar em nada. No caso de Diego Padilla, foram muitas vozes ajudando. Gente que queria falar, que precisava falar. A generosidade dos entrevistados para resgatar imagens e histórias foi notável. Mais impressionante foi a emoção. Foram 35 pessoas entrevistadas, algumas delas várias vezes. Gente falando de Buenos Aires, Londres, Trancoso, Nova York, Nova Zelândia, Belo Horizonte, Connecticut, Joinville, Camburi, Califórnia, São Paulo, Mendoza e Madri. Quase todas choraram em algum momento da conversa. Por razões diferentes, em circunstâncias distintas. Mas o gatilho emocional era sempre o mesmo: gratidão. Diego espalhou generosidade por onde passou, e todos tinham alguma passagem que comprovava isso.”