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Outros / É treta!

China diz que EUA "pagarão preço" por boicote diplomático a Pequim 2022

Representante do governo chinês criticou decisão americana de não enviar autoridades para Jogos de Inverno e fez ameaça

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 08/12/2021, às 09h54 - Atualizado às 09h56

Chinês caminha em frente à sede do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022 - Reprodução
Chinês caminha em frente à sede do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022 - Reprodução

As autoridades chinesas responderam ao anúncio do “boicote diplomático” que os Estados Unidos farão aos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022. Segundo o porta-voz das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, os EUA “pagarão um preço por suas práticas”.

A declaração dada à agência de notícias Associated Press (AP) surgiu depois que os EUA afirmaram que não enviarão representantes políticos para o evento, marcado para fevereiro de 2022. A medida foi tomada pelos americanos como uma forma de protestar contra a violação de direitos humanos supostamente praticada pela China.

Zhao Lijian disse à AP que o boicote dos EUA “viola gravemente o princípio da neutralidade política dos esportes estabelecido pela Carta Olímpica e vai contra o lema ‘mais unido’ adotado pelo COI”. O representante chinês disse ainda que o boicote americano foi motivado por “preconceito ideológico e baseado em mentiras e rumores”.

O movimento iniciado pelos EUA teve a adesão também da Austrália, que confirmou, nesta terça-feira (7), que seguiria a decisão tomada pelos americanos. Outro país que boicotará os Jogos, mas alegando preocupações ligadas à pandemia é a Nova Zelândia.

Depois que os EUA anunciaram o boicote, novos países começaram a ser questionados sobre a ausência de representantes diplomáticos nos Jogos de Inverno. O Japão, sede da última Olimpíada de verão ainda não decidiu se enviará autoridades a Pequim. O Reino Unido também segue em dúvida. Já a França afirma que deverá tomar uma decisão após uma consulta aos demais países da Europa.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou um comunicado dizendo que respeita o fato de a presença de oficiais nos Jogos Olímpicos ser uma “decisão puramente política de cada governo”. A organização também pediu que os Jogos Olímpicos e a participação dos atletas permaneçam “além da política” e saudou que os atletas dos EUA ainda participem de Pequim 2022.