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Outros / Há males que vêm para o bem

Ciclismo "bomba" na pandemia e ganha força com praticantes e entre as marcas

Individual e ao ar livre, modalidade cresceu no período de isolamento social imposto pela Covid-19

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 10/09/2021, às 09h55

Prática do ciclismo foi impulsionada entre os brasileiros por conta da pandemia - Reprodução
Prática do ciclismo foi impulsionada entre os brasileiros por conta da pandemia - Reprodução

O ciclismo vem ganhando cada vez mais espaço no cenário nacional. A pandemia, de certa forma, acabou alavancando o interesse do brasileiro pelo esporte, por ser individual e ao ar livre, e algumas marcas, como Santander, Continental e OLX, também notaram o aumento da prática da modalidade. 

Em um novo levantamento, a plataforma de compra e venda on-line OLX apontou os bons resultados alcançados pela modalidade. Segundo a empresa, a venda de itens relacionados ao ciclismo teve um aumento de 25% no primeiro semestre de 2021, em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

O levantamento demonstrou um crescimento de 17% na procura por capacetes e cotoveleiras. Já as vendas destes produtos registraram alta de 25% e 21%, respectivamente. A bicicleta ficou na terceira posição, com aumento de 7% nas buscas e 13% nas vendas. 

"A compra de usados está cada vez mais presente nos hábitos de consumo dos brasileiros, que perceberam que é possível encontrar produtos de qualidade com preços mais atrativos de forma simples e ágil. Isso também é percebido nos itens de ciclismo, atividade que ganhou novos adeptos durante a pandemia", explicou Andries Oudshoorn, CEO da OLX Brasil, em comunicado enviado à imprensa.

Já o banco espanhol Santander parece ter embarcado de vez na modalidade. Entre as principais ações já colocadas em prática estão a criação da Parada Santander, uma estação de apoio e conveniência para os ciclistas que frequentam a ciclovia da Marginal Pinheiros, em São Paulo.

Além disso, o Santander também lançou o plano Financiamento Bike Santander, projeto que visa adquirir desde bicicletas de base até modelos competitivos para democratizar ainda mais o acesso à modalidade. Para completar, também fechou patrocínio a Henrique Avancini, considerado o melhor ciclista da história do país.

Para fechar, nesta semana, o Santander ainda anunciou que passará a deter os naming rights do circuito de provas de mountain bike premium Brasil Ride até, pelo menos, dezembro de 2022. O banco já era patrocinador do circuito desde março.

Outra marca que resolveu apostar no ciclismo foi a Continental, que também fechou patrocínio ao circuito Brasil Ride. Até então, a empresa alemã tinha como foco exclusivo o futebol no Brasil, especialmente a Copa do Brasil.

Agora, o objetivo da multinacional é se aproximar do público ciclista brasileiro, algo que a marca já faz há vários anos na Europa, como parceira do Tour de France (equipando com seus pneus os veículos oficiais do evento) e também patrocinando diversas equipes que disputam aquela que é considerada a principal prova de ciclismo do mundo.

Por último, a Poker transformou o ciclismo em um dos principais segmentos da marca durante a pandemia. Em junho, a empresa divulgou que o setor já era responsável por 22,5% das vendas totais, com o ciclismo obtendo um incremento de 326% em relação ao ano de 2019 e 358% se comparado com 2020.