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COB tem eleição mais imprevisível em décadas

Entidade escolhe hoje novo presidente para inédito período de duas Olimpíadas

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 07/10/2020, às 07h53 - Atualizado às 20h13

Imagem COB tem eleição mais imprevisível em décadas

Nesta quarta-feira (7), a partir das 10 horas, será iniciada uma histórica eleição para presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Será a primeira vez, desde 1979, que haverá mais de um candidato pretendente ao posto. O ano também marcou a primeira vez que Carlos Arthur Nuzman tentou o cargo e, portanto, será o primeiro processo em quatro décadas sem contar com a forte influência do polêmico dirigente, que renunciou à presidência em 2017.

Além disso, esse será o primeiro pleito com a participação direta dos atletas. Com a mudança de estatuto em 2017, o COB passou a aceitar 12 votos da Comissão de Atletas, o que poderá efetivamente mudar os rumos das eleições.

Paulo Wanderley tem maioria de apoio das Confederações, mas eleição é imprevisível - Foto; Divulgação

As mudanças também facilitaram o modo de candidatura para presidir a entidade. Em 2016, por exemplo, Nuzman ganhou o pleito sozinho, para protesto do presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, Alaor Azevedo. O dirigente não conseguiu fazer frente à reeleição do concorrente porque não teve o apoio mínimo de dez confederações, artifício necessário naquela época.

Para presidir o COB no próximo ciclo olímpico, que excepcionalmente abrangerá dois Jogos de Verão por conta do adiamento de Tóquio 2020, três candidatos lutam por votos. Hélio Meirelles Cardoso, presidente da Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno, e Rafael Westrupp, presidente da Confederação Brasileira de Tênis, enfrentarão Paulo Wanderley, que tenta a reeleição. Wanderley era vice de Nuzman e assumiu o cargo em 2017, após o afastamento do titular.

O favoritismo do pleito está com Paulo Wanderley, que tem 17 votos declarados de confederações. No entanto, um racha entre presidentes das confederações pode mudar o cenário ao longo da votação, que também tem novo processo.

Para ser eleito, o candidato precisa ter 25 dos 49 votos. Caso o número não seja atingido, aquele com menos voto é eliminado e um segundo turno será formado. O corpo votante é constituído pelas 35 confederações nacionais, os 12 atletas, o representante do COB no COI, Bernard Rajzman, e o presidente do Comitê Paralímpico Internacional, o também brasileiro Andrews Parsons.

Caso não consiga chegar aos 25 votos necessários logo no início, Wanderley deverá ter problemas; as duas chapas de oposição devem ser unir num segundo turno. O peso da balança será a Comissão de Atletas, já que os 12 representantes do grupo decidiram votar em bloco e deverão anunciar o candidato só na votação.