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Com acordo perpétuo, EA Sports prepara homenagem a Madden

Produtora de game manterá imagem de ex-treinador que morreu no último dia 28 de dezembro aos 85 anos

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 06/01/2022, às 07h40

John Madden posa para foto com o fliperama do Madden Football, lançado ainda nos anos 80 pela Eletronic Arts - Divulgação/EA Sports
John Madden posa para foto com o fliperama do Madden Football, lançado ainda nos anos 80 pela Eletronic Arts - Divulgação/EA Sports

A morte de John Madden, aos 85 anos, no último dia 28 de dezembro, causou uma comoção no universo do futebol americano. As homenagens prestadas ao ex-treinador e comentarista da NFL e homem que dá nome ao game mais popular da modalidade foram das mais variadas.

Desde 1988 que a EA Sports tem um acordo com Madden para que ele “batize” o game de futebol americano produzido pela empresa. Agora, a ideia é fazer com que os próximos jogos façam uma homenagem a Madden, com quem a EA Sports assinou um contrato que não tem prazo de validade. A EA ainda não disse o que fará para homenagear Madden, mas os planos estão em andamento.

“Continuaremos a homenagear John Madden e o impacto incomensurável que ele teve no futebol. Teremos mais detalhes para compartilhar nas próximas semanas. Sempre foi um grande privilégio trabalhar no jogo que leva seu nome e estamos honrados em continuar a expandir seu legado”, disse Cam Weber, vice-presidente executivo da EA Sports, ao site The Athletic.

Madden esteve envolvido na criação anual do jogo desde o início e até a edição atual, que estreou em agosto.

“O treinador Madden tem sido uma voz consistente ao longo dos anos, fornecendo informações sobre cada edição do Madden NFL até o lançamento mais recente de “Madden NFL 22”. Nossa equipe de desenvolvimento se reunia com ele a cada ano para apresentar os mais novos desenvolvimentos e visão para o jogo daquele ano”, disse Weber, que destacou que Madden gostava de “mergulhar nos detalhes do nosso jogo”, em especial do design do manual e da representação do campo.

O sucesso do game refletiu-se, também, na fortuna de Madden. A Eletronic Arts teria pago US$ 150 milhões a ele em 2005 para ter a licença perpétua de confecção do game com o nome dele. Além disso, pagava US$ 2 milhões anualmente pelo licenciamento do jogo.

Em 1984, quando assinou o primeiro contrato com a EA, Madden recebeu US$ 100 mil pelo acordo. Mas o primeiro jogo só foi ser lançado em 1988, por culpa do ex-treinador. Ele aceitou dar seu nome ao game desde que o jogo fosse uma reprodução fiel de uma partida oficial de futebol americano. Inicialmente, a EA queria fazer um game com apenas sete jogadores de cada lado. Durante três dias, Trip Hawkins, fundador da EA, e Madden negociaram o contrato.

Em 2012, Madden relembrou a história, dizendo que só aceitou o acordo depois de Hawkins concordar com as exigências que atrasaram por quatro anos o lançamento do game.

“Eu não faria isso a menos que tivéssemos 11 jogadores na defesa e 11 no ataque. Se não fosse futebol de verdade, não queria meu nome nele. Eu queria que fosse futebol de verdade - futebol profissional - com a linha lateral, os números, as marcas de hash. Tudo tinha que ser futebol profissional”, declarou.

O game foi lançado em 1988 apenas para computadores, e se tornou popular depois de um acordo com a Sega para a venda em consoles de videogames.

Hoje, a franquia “Madden” vendeu mais de 150 milhões de cópias e gerou mais de US$ 4 bilhões em receita para a EA. É o terceiro game mais vendido da história da empresa, atrás apenas do FIFA e do The Sims. A NFL e a EA têm um acordo de licenciamento de US$ 1,6 bilhão assinado em 2020 e que vai até 2026.