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Com direitos e patrocínios, COB passa a faturar com Canal Olímpico do Brasil

Canal criado dentro da NSports vê retorno com receitas menos de um ano após o lançamento

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 06/10/2021, às 07h51 - Atualizado às 07h58

Canal Olímpico do Brasil foi criado durante a pandemia para gerar conteúdo exclusivo do COB - Divulgação / COB
Canal Olímpico do Brasil foi criado durante a pandemia para gerar conteúdo exclusivo do COB - Divulgação / COB

Criado às vésperas dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o Canal Olímpico do Brasil foi uma forma encontrada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) para dar maior visibilidade aos atletas do Time Brasil e também para ter um veículo para falar diretamente ao público.

Hoje, menos de um ano depois de o canal ter sido criado em parceria com a NSports, plataforma de streaming que venceu a concorrência para operar o canal, o negócio começa a gerar receita.

A revelação foi feita por Guilherme Figueiredo, fundador e CEO da NSports, durante o programa “Tá Ligado”, que a Máquina do Esporte levou ao ar nesta terça-feira (5) em suas redes sociais.

Durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, o TikTok patrocinou o canal, que gerou conteúdo para ser inserido dentro da rede social de vídeos curtos e, ainda, teve uma live diária que foi apoiada pela empresa chinesa. Da mesma forma, o banco de investimentos XP deu nome para dois boletins diários apresentados por Glenda Kozlowski, da Band, que foi a Tóquio contratada pelo Canal Olímpico para produzir conteúdo. Outros patrocinadores foram Riachuelo, Havaianas e TIM, que também são apoiadoras do COB.

“O conceito do Canal Olímpico do Brasil é de transmissões ao vivo e geração de conteúdo. A gente seleciona com as confederações quais eventos eles gostariam de ter e não têm verba para isso, então nós vamos atrás deles para comprar e transmitir. A gente chegou a comprar o Mundial de Judô e eventos de fora para trazer para o canal”, afirmou Figueiredo.

Operando hoje canais oficiais de diferentes confederações, além de vender o pay-per-view para campeonatos como Superliga de Vôlei, Liga Futsal, Campeonatos Mineiro e Catarinense de futebol, entre outros, a NSports baseia o modelo de geração de receita em três pilares principais.

O primeiro é a venda de pay-per-view diretamente para o consumidor. O segundo é a venda de pacotes para empresas patrocinarem as transmissões; em troca, elas podem fazer ações com o consumidor para ofertar o evento gratuitamente. Outro modelo é o de publicidade tradicional, com as marcas aparecendo dentro do conteúdo.

Agora, a NSports começa também a faturar com a revenda dos direitos de transmissão comprados.

“O Pan-Americano de Ginástica, por exemplo, não é interessante só para o Brasil, mas para toda a região. Da mesma forma que a gente compra o evento quando ele é em Cali (Colômbia), por exemplo, os outros países querem comprar quando é aqui. Então acabou entrando uma linha nova de receita com a parte de venda de direitos internacionais”, destacou Figueiredo.

Veja abaixo a íntegra da conversa com o executivo, em que ele conta como surgiu a ideia da NSports, fala sobre o patrocínio da Netshoes que “lançou” a plataforma, explica a mudança de nome da empresa, o modelo de negócios com o COB e, ainda, fala sobre como a Lei do Mandante, que muda a configuração da venda de direitos de mídia no esporte do Brasil, impacta no seu negócio.