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Domingo coroa 'novos ídolos' no esporte

por Redação
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Lewis Hamilton e LeBron James conseguiram, no domingo, alcançar um novo status dentro da galeria de ídolos do esporte. Pela manhã, o piloto britânico igualou o recorde de 91 vitórias na Fórmula 1, de Michael Schumacher. De noite, James liderou o Los Angeles Lakers para a conquista da NBA, conquistando pelo terceiro time diferente o campeonato mais disputado de basquete do mundo.

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A vitória dentro do esporte foi o fechamento "perfeito" para Hamilton e LeBron, que assumiram, nos últimos meses, um novo protagonismo fora do esporte. Os dois foram alguns dos atletas de renome que mais se empenharam na causa antirracista. LeBron usou a exposição de mídia da NBA para pedir ao mundo igualdade racial, enquanto Hamilton se juntou a protestos nas ruas de Londres e, no circuito sempre elitista da Fórmula 1, rompeu barreiras ao usar camisas com frases de protesto contra o racismo e cobrando Justiça para assassinos de pessoas negras.


A força de imagem de ambos, que figuram entre os 20 atletas mais bem pagos do mundo na atualidade, reforçou um novo posicionamento dos ídolos do esporte. Após uma era em que o atleta quase sempre viveu isolado numa "bolha", estimulado a não se posicionar em assuntos delicados para não afetar sua imagem, Hamilton e LeBron mostraram que o ídolo, agora, precisa se posicionar.

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O fortalecimento de imagem que ambos tiveram nos últimos meses mostra que o fã de esporte espera, de seu ídolo, posicionamento sobre todos os temas. As manifestações que ambos lideraram em seus esportes acabaram levando vários outros atletas e entidades esportivas a modificarem suas atuações no esporte.


Tanto que a forma como James se posicionou contra o racismo incomodou o presidente americano, Donald Trump. Antes da final, ele declarou que James "é um ótimo jogador de basquete, mas as pessoas não querem ver um cara assim". Trump ainda chamou o movimento Black Lives Matter de "organização marxista".

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A NBA como um todo assumiu a causa contra o racismo e também foi plataforma para incentivar o americano a votar nas próximas eleições. Após a liga de basquete assumir esse protagonismo, o futebol americano reconheceu que não soube "ouvir" Colin Kaepernick, jogador que em 2016 usou o hino nacional americano para protestar contra a violência policial a negros. O atleta acabou afastado da liga, sem clube para jogar. Agora, acuada pela opinião pública, a NFL decidiu abraçar a causa negra para tentar ser uma voz contra o racismo nos Estados Unidos.

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