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Outros / Posicionamento

Engajamento político rende fãs a atletas nas redes sociais

Redação Publicado em 17/11/2020, às 11h31

Imagem Engajamento político rende fãs a atletas nas redes sociais

Atletas que têm se posicionado politicamente ganharam enorme popularidade ao longo de 2020. A conclusão, que mostra o apelo que marcas conseguem ao abraçar questões sociais, não é um simples senso comum. A consultoria Nielsen avaliou as redes sociais de alguns dos principais esportistas da atualidade e, em estudo divulgado neste mês, mostrou como o posicionamento tem ajudado a juntar novos seguidores no mundo digital.


A empresa focou em quatro nomes: Marcus Rashford, jogador de futebol do Manchester United, Naomi Osaka, tenista vencedora do Aberto dos Estados Unidos, Lewis Hamilton, heptacampeão da Fórmula 1, e Megan Rapinoe, jogadora dos Estados Unidos. Em comum, todos foram bastante atuantes nas redes sociais.

Precisamente, 50% das postagens dos quatro atletas fizeram alguma referência a uma causa social, em levantamento realizado desde janeiro. As postagens vão de questões políticas, diversidade, igualdade e inclusão. Eles publicaram cinco vezes mais conteúdo não-relacionado a esporte do que seus pares. E, com esse posicionamento, os quatro conseguiram 15 milhões de interações combinadas.

Campeão mundial de F1 no domingo, Hamilton fez um post para celebrar em que exaltou, muito mais do que a conquista, a própria reforma íntima durante a pandemia. O piloto é um dos principais nomes do esporte na campanha "Black Lives Matter". Suas redes cresceram cerca de 44% apenas durante este ano.

Rashford é um caso especial. O atacante inglês tem se empenhado em uma campanha por merenda escolar a crianças pobres durante o período de férias forçadas ao longo da pandemia do Covid, benefício cortado pelo governo do país. A luta foi vencida, e o atleta ganhou enorme notoriedade. Em seu Twitter, houve um aumento de 65% dos seguidores. Dos novos internautas, 48% têm entre 16 e 29 anos. Como comparação, seu time, o Manchester United, cresceu só 8% neste mesmo período.


Fenômeno parecido aconteceu com os outros atletas, todos com campanhas sociais públicas. A tenista japonesa Naomi Osaka jogou o Aberto dos Estados Unidos com máscaras que levaram nomes de negros americanos mortos pela polícia. Como consequência, viu suas redes sociais crescerem 57% em popularidade.


Segundo a Nielsen, os dados mostram que as pessoas têm se interessado mais em marcas que se mostraram socialmente responsável ao longo deste ano, o que deve forçar os patrocinadores a reconsiderar suas estratégias no esporte.