Máquina do Esporte
Facebook Máquina do EsporteTwitter Máquina do EsporteYoutube Máquina do EsporteLinkedin Máquina do Esporte
Outros / Social

Etiene Medeiros vê instituto como forma de democratizar acesso ao esporte

Nadadora conta, em entrevista exclusiva, sobre ampliação do Instituto Etiene Medeiros

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 04/10/2021, às 15h57 - Atualizado às 15h59

Etiene Medeiros realiza projeto social em parceria com o Clube Náutico Capiberibe, em Recife (PE) - Divulgação / Etiene Medeiros
Etiene Medeiros realiza projeto social em parceria com o Clube Náutico Capiberibe, em Recife (PE) - Divulgação / Etiene Medeiros

No mês passado, a nadadora Etiene Medeiros foi anunciada como uma das novas atletas com projeto social patrocinado pelo banco BV. Por meio do patrocínio do banco, ela conseguirá ampliar o Instituto Etiene Medeiros para mais piscinas de Recife (PE), onde atualmente funciona o único núcleo do projeto, em parceria com o Clube Náutico Capibaribe.

De acordo com a nadadora, que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o Instituto é uma forma de levar educação e tornar o acesso ao esporte mais fácil para as crianças.

“O intuito é levar para as crianças algo que elas não teriam oportunidade de ter dentro da comunidade que moram ou dentro da própria família”, afirmou Etiene, que também é embaixadora da Liga Nescau, competição estudantil organizada pela marca do grupo Nestlé.

Em conversa com a Máquina do Esporte, Etiene explicou o que a motivou a abrir o Instituto que leva seu nome e comentou sobre o porquê de atuar como uma espécie de “embaixadora” da natação para as crianças. Leia abaixo:

Máquina do Esporte: Como tem sido o planejamento para promover a ampliação do Instituto?
Etiene Medeiros: Ativamos uma equipe que conta com pessoas das áreas de gestão de projetos de desenvolvimento social, captação de recursos, administração, comunicação. Todos com muito propósito para realizar esse trabalho de forma estratégica e com o maior impacto possível. Desenvolvemos um estudo no território para entender melhor o acesso às piscinas públicas do Estado e a demanda dos jovens da rede pública. Escolhemos o Parque Santos Dumont como primeiro espaço físico do projeto porque ele consegue unir qualidade de estrutura física com demanda das comunidades locais. Desde então estamos estudando, nos reunindo e fazendo parcerias para entregar aos beneficiários um projeto de qualidade e feito a partir de muito amor, trabalho e colaboração.

ME: De que forma o patrocínio ajuda no projeto?
EM: Sonhamos grande! Queremos impactar muitas crianças e jovens através da educação e do esporte. Para isso, o patrocínio será o nosso suporte para ter uma equipe técnica bem capacitada, materiais de qualidade para uso dos alunos, acompanhamento psicossocial, atividades educativas com foco na igualdade de gênero e no preconceito racial, e isso é só o começo! O patrocínio do BV nos fará alcançar mais pessoas e ampliará as atividades desenvolvidas pelo Instituto.

ME: Além do Instituto, você é embaixadora da Liga Nescau, um projeto voltado para os jovens. Por que esse interesse em trabalhar com as crianças?
EM: Gosto da ideia de enxergar nestas crianças e nestes jovens o futuro da nossa sociedade. Investindo neles estamos plantando um futuro diferente, com mais respeito às diferenças, colaboração, empatia, com os valores que o esporte traz. O interesse em trabalhar com as crianças vai ao encontro da ideia de educar e levar o esporte como algo acessível para a sociedade. O intuito é levar para as crianças algo que elas não teriam oportunidade de ter dentro da comunidade que moram ou dentro da própria família. Elas vão se divertir muito, aprender muito, e os profissionais também aprenderão. Não só com a natação, mas a parte educacional, lúdica. Com certeza estará incrementado no dia a dia, dentro das aulas, educar de uma maneira simples e que seja didática. Acredito que as crianças vão encontrar um lugar seguro para dividir questões que vão além do esporte, como parte psicológica e de relacionamento com a família.