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Outros / Impacto econômico

F1 em SP e Maratona do Rio "ressuscitam" esporte e alavancam economia no Brasil

Eventos ocorreram simultaneamente nas duas principais capitais do país após hiato por conta da pandemia

Wagner Giannella - São Paulo (SP) Publicado em 16/11/2021, às 08h20

Em um mesmo feriado, as duas principais capitais do país foram impactadas por eventos esportivos - Fotos: Na Buena Onda / Instagram (@lewishamilton)
Em um mesmo feriado, as duas principais capitais do país foram impactadas por eventos esportivos - Fotos: Na Buena Onda / Instagram (@lewishamilton)

O Grande Prêmio de Fórmula 1 é o maior evento esportivo internacional que o Brasil recebe anualmente. A Maratona do Rio, por sua vez, é o maior festival de corridas de rua da América Latina. Nenhum dos dois ocorreu em 2020 por conta da pandemia, e ambos correram o risco de também não serem realizados em 2021. No entanto, no final das contas, aconteceram e, por uma coincidência do destino, simultaneamente, o que ajudou a "ressuscitar" o esporte no Brasil, além de alavancar as economias das duas principais capitais do país.

A Maratona do Rio é, normalmente, disputada em junho, no feriado de Corpus Christi. Por conta da vacinação ainda considerada baixa à época e os números da pandemia ainda muito altos, o evento foi postergado para o feriado da Proclamação da República. Com a Fórmula 1, aconteceu algo parecido. A princípio, a prova seria disputada no final de semana de 5 a 7 de novembro, mas, por causa de mudanças necessárias no calendário também em razão da pandemia, o GP São Paulo foi adiado em uma semana, sendo disputado também em meio ao feriado de 15 de novembro.

Com isso, de sexta-feira (12) a segunda-feira (15), o Brasil voltou a ter dois de seus maiores eventos esportivos de uma vez só, o que serviu como uma espécie de símbolo de que a pandemia pode realmente estar próxima de ser deixada para trás. Ao todo, foram cerca de 21 meses sem que houvesse eventos de tamanha magnitude. Com a volta de 100% do público nos jogos de futebol, o sinal de que as coisas realmente melhoraram fica ainda mais claro.

Para se ter uma ideia, de acordo com informações oficiais do Autódromo de Interlagos, 181.711 pessoas passaram pelas arquibancadas nos três dias de GP São Paulo, um recorde histórico. Já na Maratona do Rio, foram pouco mais de 20 mil pessoas correndo pelas ruas da capital fluminense em percursos de 5k, 10k, 21k e 42k, além de mais cerca de 10 mil fazendo as provas virtualmente.

Durante o final de semana, São Paulo recebeu 46% a mais de turistas do interior e de outros estados. Além disso, cerca de 33% deles estenderam a estadia até o feriado do dia 15, um dia após a corrida vencida pelo inglês Lewis Hamilton. Com isso, o impacto econômico na cidade foi de mais de R$ 594 milhões. Todos os dados são preliminares e fazem parte de uma pesquisa realizada no evento pelo Observatório de Turismo da Cidade de São Paulo.

Já no Rio de Janeiro, de acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Hotéis (ABIH/RJ) e o Sindicato dos Meios de Hospedagem do Rio (HotéisRio), a ocupação dos hotéis da cidade chegou a 95%, em média, no feriado. A taxa foi a maior desde o início da pandemia, em março de 2020.
Segundo a VejaRio, diversos hotéis confirmaram aumento de quase 50% por conta das provas que envolvem a Maratona do Rio. Outros falaram em crescimento de 10% a 30%, e poucos mencionaram um impacto baixo.

Com números tão altos, o esporte comprova mais uma vez como é capaz de impulsionar a economia no Brasil. No atual momento de crise econômica pelo qual passa o país, é indiscutível a ajuda que a retomada dos eventos esportivos pode dar aos brasileiros não só nos campos, quadras, ruas, pistas e piscinas, com a melhora da saúde e da qualidade da vida, como também em um escopo maior em termos de sociedade, alavancando os negócios pelos quatro cantos do território nacional.