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Governo quer ampliar para R$ 10 mil o valor do Bolsa Auxílio para atletas

Secretário especial do esporte afirmou que benefício deve ser ampliado de olho em Paris 2024

Erich Beting Publicado em 13/09/2021, às 11h11

Bolsa Auxílio foi ampliado para R$ 8 mil por mês em julho de 2020 - Divulgação / Secom
Bolsa Auxílio foi ampliado para R$ 8 mil por mês em julho de 2020 - Divulgação / Secom

O governo federal planeja ampliar o valor pago mensalmente aos atletas por meio do programa “Bolsa Auxílio”, dentro da Lei de Incentivo ao Esporte. Um mês depois de completar um ano do novo valor destinado aos atletas, a Secretaria Especial do Esporte quer ampliar o benefício.

Em 17 de julho de 2020, o governo alterou de R$ 1 mil para R$ 8 mil o valor da bolsa mensal destinada aos atletas dentro de um projeto incentivado. O benefício é usado para custear despesas com dez diferentes itens do dia a dia dos atletas. Agora, a ideia da secretaria é elevar para até R$ 10 mil o valor mensal.

“Esse processo já está em curso no que diz respeito aos trâmites legais para essa alteração. Nosso papel dentro da Secretaria Especial do Esporte é trabalhar para que todos os nossos programas sejam sempre aprimorados, de modo que o esporte no Brasil se desenvolva mais rapidamente a cada ciclo”, afirmou Marcelo Magalhães, secretário especial do esporte.

De acordo com o principal executivo da secretaria, o aumento do benefício tem como objetivo dar mais recursos para os atletas poderem ter mais condições de melhorar o rendimento esportivo.

“Nós celebramos em Tóquio a melhor campanha do Brasil na história tanto nos Jogos Olímpicos quanto nos Jogos Paralímpicos. Estamos todos muito orgulhosos com o desempenho dos nossos atletas no Japão. Mas essa é uma estrada que prossegue, e já estamos pensando no próximo ciclo, para Paris 2024. Nosso desafio é pensarmos sempre no que pode ser feito para apoiar ainda mais nossos atletas”, completou.

A Portaria 441, que alterou as regras do Bolsa Auxílio, mudou radicalmente a forma como os atletas podem ser remunerados em projetos incentivados. Antes, o Bolsa Auxílio não podia ser destinado a quem recebia o incentivo do Bolsa Atleta. Além disso, o atleta não precisava prestar contas dos recursos recebidos. Com o valor subindo em oito vezes, o governo colocou como contrapartida a necessidade de apresentação dos comprovantes fiscais dos gastos dos atletas.

Isso tornou mais complexa a prestação de contas dos programas incentivados, já que originalmente a entidade que recebia o auxílio apenas indicava a despesa com o Bolsa Auxílio. Depois de uma reclamação inicial, o recurso passou a ser usado pelos proponentes. No primeiro ano de funcionamento da portaria, 547 atletas receberam o benefício, num investimento total de R$ 10,33 milhões. Desse total, 255 esportistas receberam bolsas acima do limite de R$ 1 mil antigamente estipulado pela Portaria 123, num investimento direto de R$ 2,2 milhões.

“Temos hoje mais de 50 atletas do nosso programa olímpico recebendo a Bolsa Auxílio. Essa é uma estratégia nossa desde o primeiro dia do Reação: formar grandes nomes do esporte dentro de casa para a gente poder ter esse ciclo de referência virtuoso ali dentro. A portaria foi determinante para a gente continuar nessa rota de formar alunos do social ao alto rendimento. Você ter essa formação, da base ao alto rendimento, com possibilidade de captação via Lei de Incentivo para todas as fases, faz a gente ter essa alimentação do projeto”, destacou Flávio Canto, fundador do projeto social Instituto Reação, que deu 52 bolsas para seus atletas, sendo 37 delas acima dos R$ 1 mil.

“Esses valores, para o alto rendimento, são importantíssimos. Estamos falando de atletas que viajam o mundo e que vão para Olimpíadas, Mundiais, Jogos Pan-Americanos, e que ainda estudam. Então, você precisa fazer esses atletas conseguirem se dedicar ao esporte. E quando falamos de Bolsa Auxílio nesses valores não estamos falando, no nosso caso, pelo menos, de atletas que tenham milhares de patrocínios. Longe disso. Eles precisam desse tipo de suporte”, complementou o judoca.

Para o secretário nacional de incentivo e fomento ao esporte, Leonardo Castro, responsável pela Lei de Incentivo dentro da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, o Bolsa Auxílio deixa o atleta mais tranquilo para se dedicar aos treinamentos. Assim, em teoria, as chances de bons resultados em Paris 2024 seriam ainda maiores.