Janeth prega diversidade, mas não quer ser técnica ou gestora de confederação

Ex-jogadora da seleção feminina de basquete, Janeth Arcain afirmou, durante o Congresso Olímpico Brasileiro, em Salvador (BA), que acredita que gradativamente o esporte se abrirá para uma maior participação de negros e mulheres em cargos diretivos. Ela vê avanço na questão da diversidade no basquete.

“Tem muita coisa a caminhar. As coisas acontecem gradativamente. Acredito muito em mérito. Sempre tive isso que conquistaria as coisas pelos meus méritos. Portas vão se abrir desde que você tenha esses méritos”, analisou a atleta, que foi campeã mundial (1994), vice-campeã olímpica (Atlanta 1996) e medalhista de bronze olímpica (Sydney 2000) defendendo a seleção brasileira.

Atual gestora do instituto que leva seu nome, Janeth disse que acompanha com interesse a maior participação de mulheres e negros em cargos de gestão das entidades esportivas do país.

“Fico muito feliz com essas mudanças. Feliz que tenha imprensa para mostrar que as coisas estão mudando. Juntos somos mais fortes, se a gente conseguir colocar mais em prática, os resultados serão melhores”, afirmou Janeth.

Apesar disso, a ex-jogadora não tem ambição de assumir um cargo diretivo na Confederação Brasileira de Basquete (CBB) ou se tornar treinadora de basquete.

“Não penso nesses cargos. Continuo na gestão do meu instituto. Já fui técnica de categoria de base, mas não quis chegar na seleção porque não queria ouvir ninguém xingando a minha mãe”, brincou ela, que também está curtindo a carreira de comentarista na TV.

Atualmente, o Instituto Janeth Arcain atende cerca de 700 crianças divididas em seis unidades: Santo André (3), Cubatão (1), Bragança Paulista (1) e João Pessoa (1).

“Financiamos nossas atividades através de Lei Incentivo ao Esporte. Em 2002, quando começamos, conseguimos muitas parcerias, o que alicerçou o instituto. A partir de 2007, passamos a financiar via Lei de Incentivo e doações”, contou.

* O jornalista viajou a convite do COB