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Justiça freia planos de São Paulo para o esporte

por Redação
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O governador do Estado de São Paulo, João Dória (PSDB), foi eleito à prefeitura da capital e, depois, ao Governo, com um plano centrado em diversos processos de privatização. Entre eles, estavam alguns dos principais complexos esportivos da cidade, como o Ginásio e o Parque do Ibirapuera, o autódromo de Interlagos e o estádio do Pacaembu. Nas últimas semanas, no entanto, o político e o seu sucessor na metrópole, Bruno Covas (PSDB), têm sofrido uma série de derrotas.

A última delas aconteceu nesta semana, quando a Justiça suspendeu o acordo com a empresa MC Brazil Motorsport Holding Ltda. A companhia de Abu Dhabi foi anunciada como a gestora da prova do GP São Paulo de Fórmula 1. O acordo foi fechado por R$ 100 milhões pelos próximos cinco anos.

A Justiça, no entanto, conseguiu suspender a negociação por ela não ter passado por um processo de licitação e por não ter os termos divulgados. Pouco se sabe sobre o uso concreto dos R$ 100 milhões investidos. A Prefeitura de Bruno Covas tem cinco dias para apresentar os documentos que justifiquem a contratação da MC Brazil Motorsport Holding Ltda.

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Projeto para o Tobogã, do Pacaembu, foi vetado (Foto: Divulgação)
Projeto para o Tobogã, do Pacaembu, foi vetado (Foto: Divulgação)
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A Justiça, no entanto, conseguiu suspender a negociação por ela não ter passado por um processo de licitação e por não ter os termos divulgados. Pouco se sabe sobre o uso concreto dos R$ 100 milhões investidos. A Prefeitura de Bruno Covas tem cinco dias para apresentar os documentos que justifiquem a contratação da MC Brazil Motorsport Holding Ltda.

Essa não foi o único problema de São Paulo com a Justiça nesta semana. A 13ª Vara de Fazenda Pública aceitou o pedido da associação de moradores Viva Pacaembu para que a concessionária do estádio do bairro, a Allegra Pacaembu, fosse impedida de derrubar o Tobogã, a estrutura de arquibancadas atrás de um dos gols. O argumento é que não há nada que tire a estrutura, mais nova que o estádio, do tombamento da arena.

Caso não consiga demolir o Tobogã, a Allegra Pacaembu teria um problema grande para resolver em seu plano de concessão. A estrutura daria lugar a um prédio comercial de nove andares, com centro de convenções, lojas e restaurantes. Localizado em área nobre de São Paulo, o novo edifício seria parte fundamental para o retorno financeiro com as obras.

Por fim, nas últimas semanas o Governo do Estado teve problemas com o complexo esportivo do Ibirapuera. O plano de concessão envolvia a demolição do estádio e das piscinas para a construção de um shopping center. De esporte, restaria o ginásio, transferido para a área do antigo estádio e transformado em arena.

Em dezembro, no entanto, a Justiça atendeu aos pedidos de um grupo de atletas e suspendeu o pedido de concessão. A justificativa é a importância histórica do local e o peso para a prática de modalidades esportivas na cidade.

Por ora, a única grande vitória de Dória e Covas para os equipamentos esportivos da cidade está na concessão de uma série de parques, entre eles, o do Ibirapuera, o mais famoso da cidade. Desde outubro de 2020, o local é administrado pela Urbia, em acordo de 35 anos.

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