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Miami Dolphins centralizará plano de expansão comercial da NFL no Brasil

Liga de futebol americano dos EUA concedeu 26 direitos de exploração internacional de negócios para franquias

Adalberto Leister Filho - São Paulo (SP) Publicado em 16/12/2021, às 17h10 - Atualizado às 17h12

Miami Dolphins centralizará planos de expansão da NFL dentro do território brasileiro - Reprodução / Instagram (@miamidolphins)
Miami Dolphins centralizará planos de expansão da NFL dentro do território brasileiro - Reprodução / Instagram (@miamidolphins)

A NFL concedeu 26 direitos de International Home Marketing Areas (IHMA) a 18 times da liga de futebol americano como parte da estratégia de internacionalização da marca. O Miami Dolphins é quem foi escolhido para os planos de marketing para o Brasil. A franquia também atuará na Espanha e no Reino Unido.

O plano prevê que cada uma das 32 equipes da NFL jogará fora dos Estados Unidos ao menos uma vez a cada oito anos. No Brasil, há alguns anos a liga de futebol americano já tem planos de realização de um jogo

Com essas escolhas, as equipes poderão, pela primeira vez, operar nesses países de forma semelhante ao mercado americano, com venda de patrocínios, direitos de TV da pré-temporada e de rádio da temporada regular, eventos com torcedores, ativações com jovens e venda de produtos oficiais.

Além do Brasil, outros seis países (Austrália, Canadá, China, México, Espanha e Reino Unido) estão na lista de países prioritários no plano de expansão internacional da NFL.

“É um marco significativo nos nossos esforços para ampliar o alcance global da NFL, construindo relacionamentos de longo prazo com esses mercados internacionais que desempenharão um grande papel no crescimento e expansão do nosso esporte nos próximos anos”, afirmou Joel Glazer, dono do atual campeão Tampa Bay Buccaneers e copresidente do Comitê Internacional da NFL, em entrevista ao site Sport Business.

“Muito do sucesso da nossa liga está enraizado na forte conexão que nossos times construíram com seus fãs. Essa iniciativa cria muitos outros caminhos para envolver e energizar nossa base de fãs internacional”, acrescentou o executivo.

Os direitos de comercialização internacional entrarão em vigor formalmente a partir de 1º de janeiro e terão duração de ao menos cinco anos.

Para ganhar esse privilégio, as franquias passaram por um processo de licitação em que cada candidata detalhou como pretendia ativar seus negócios em determinado mercado. Além disso, os times terão que investir na construção da marca da NFL naquele país.

“Queríamos que os clubes se concentrassem em alguns temas e questões gerais [em suas propostas]. Esses temas incluíam as razões da internacionalização da marca. Por que operar internacionalmente era importante para eles? Por que eles estão focados naquele país específico? Quais são as estratégias e os principais planos que você tem para esse mercado? Como você vai obter recursos em termos financeiros e de pessoal? Quais são os planos comerciais e como você vai gerar receita? E como você define o sucesso [do plano]?”, explicou Damani Leech, diretor de operações internacionais da NFL.

Várias equipes optaram por não se inscrever na concorrência de direitos IHMA neste período inicial, especialmente porque os negócios domésticos ainda se recuperam dos efeitos da pandemia de Covid-19. Essas equipes terão a chance de apresentar propostas para os próximos anos, começando no início de 2023.

Alguns países eram mais desejados pelas equipes, como México e Reino Unido, onde a NFL já possui outros investimentos. Esperava-se que o território mexicano fosse compartilhado entre seis times, mas a NFL acabou escolhendo nove equipes para esse trabalho.

“O que foi importante para nós foi que esses times que terão acesso [a mercados internacionais] tinham propostas de qualidade, um compromisso de toda sua liderança e propriedade para realmente impulsionar o fã-clube de suas marcas nesses mercados”, contou Leech.

A NFL fará esforços para que cada equipe faça um jogo da temporada regular em seu respectivo território de direitos IHMA. A complicação para isso é o fato de que algumas franquias, como o próprio Miami Dolphins, tenham sido escolhidas para atuar em vários territórios.

“O marketing internacional representa claramente uma enorme oportunidade de crescimento tanto para a NFL quanto para os Jets. Estamos entusiasmados em mostrar nossos jogadores e treinadores, e suas personalidades no Reino Unido. Por meio de programas de base, ativações exclusivas no mercado e parcerias estratégicas, estamos empolgados em construir nossa base de fãs no Reino Unido e esperamos estabelecer relacionamentos de longa data”, disse Hymie Elhai, presidente do New York Jets, outra franquia que atuará no mercado britânico.

As equipes com mercados que se estendem para além das fronteiras dos Estados Unidos dentro de um raio médio de 120 km, como os direitos que Buffalo Bills e Detroit Lions detêm no Canadá, manterão esses territórios.