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Olympikus retoma Bota Pra Correr com prova especial em complexo eólico

Prova foi em esquema de revezamento para simbolizar que a união é essencial para salvar o planeta

Wagner Giannella - Complexo Eólico Rio do Vento (RN)* Publicado em 15/09/2021, às 07h45

Vulcabras passará a usar apenas energia eólica na produção dos tênis da Olympikus em 2022 - Buena Onda (Divulgação / Olympikus)
Vulcabras passará a usar apenas energia eólica na produção dos tênis da Olympikus em 2022 - Buena Onda (Divulgação / Olympikus)

O circuito Bota Pra Correr, criado pela Olympikus em 2019, está de volta. Após um 2020 em branco por conta da pandemia de Covid-19, a série de provas em lugares completamente inusitados para se correr no Brasil foi retomada no último domingo (12), com uma corrida inédita dentro do Complexo Eólico Rio do Vento, que está localizado em um espaço que abrange áreas de quatro cidades (Caiçara do Rio do Vento, Ruy Barbosa, Riachuelo e Bento Fernandes), todas no Agreste do Rio Grande do Norte.

Como já havia sido visto em 2019 (com provas no Jalapão, Pantanal e Alter do Chão), o circuito retornou com a mesma pegada sustentável, mas com um adendo importante: a corrida em Rio do Vento foi realizada para celebrar a decisão da Vulcabras, gestora da Olympikus, de passar a produzir 100% dos tênis da marca com energia limpa (no caso, eólica) a partir de 2022. Com o evento, a empresa conseguiu divulgar a parceria com a Casa dos Ventos (que cuida de toda a operação do Rio do Vento) e ainda o tênis Corre 1 Eco, versão sustentável do melhor modelo para corrida já produzido pela marca. Na visão da Olympikus, essa mistura comprova como a plataforma Bota Pra Correr é “elástica” e consegue inserir a corrida em meio a assuntos tão pertinentes para a sociedade atual. 

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Por conta da pandemia que ainda tem números preocupantes no país, a prova em território potiguar foi diferente. Não foram abertas inscrições, e a corrida foi disputada apenas por 36 convidados, entre jornalistas, influenciadores, donos de lojas com altas vendas, funcionários da marca e ainda funcionários do próprio Complexo Eólico. Pela primeira vez no circuito, houve esquema de revezamento (seis equipes de seis atletas), mas de uma maneira incomum: nenhum atleta de cada uma das equipes podia ficar sozinho em nenhum momento, e os seis precisavam correr juntos o último trecho dos 16km da prova para simbolizar que todos precisam fazer a própria parte na luta contra o aquecimento global e que somente com todos juntos o planeta poderá ser salvo.

“O Bota Pra Correr sempre teve essa pegada sustentável. Sempre levamos embora todo o lixo que produzimos nas regiões em que corremos, sempre teve a história do copo sustentável para que não precisássemos usar copo de plástico ou mesmo de papel e sempre teve a preocupação de levar conhecimento para as comunidades, contratando mão de obra local para ajudar nas provas. Isso tudo sempre esteve no DNA do projeto. Nosso planeta não pode mais esperar, e todos temos nossa parcela de responsabilidade contra o aquecimento global”, destacou Márcio Callage, diretor de marketing da Olympikus, em conversa com a reportagem da Máquina do Esporte.  

Para o executivo, que esteve presente no evento, tanto no treinão realizado com os atletas um dia antes da prova como na corrida em si, uma marca como a Olympikus (líder em vendas no país) sempre tem o desafio e a oportunidade de abrir o caminho e inspirar as outras. E é isso que ele espera que aconteça o mais breve possível.

“No momento em que a gente comunica que vai produzir 100% dos tênis com energia limpa e que a gente entende que isso é um ativo importante, sabemos que, de alguma maneira, outras empresas poderão seguir esse caminho. A gente vai ficar feliz com isso, pois queremos mesmo que as empresas entendam que isso é um valor importante para o mundo em que a gente vive”, disse Callage.

Para realizar o evento, a Olympikus seguiu todos os protocolos de combate ao coronavírus. Todos os envolvidos na viagem foram testados antes de embarcar para o Rio Grande do Norte e depois novamente em Pipa, que serviu como base para a prova. Com a vacinação avançando no país, os números de infectados e mortos caindo, e as corridas de rua sendo retomadas aos poucos, a marca voltará com o Bota Pra Correr em definitivo em 2022.

“Teremos duas provas do circuito no ano que vem, além de alguns eventos, os treinões que a gente faz, como uma maneira de manter nossa comunidade conectada. A gente entende que essa talvez seja a grande fortaleza da Olympikus: ter uma relação direta com pessoas muito especiais que fazem parte da comunidade da corrida, com o evento sendo o grande ponto de encontro de pessoas que têm esse amor pela corrida, que compartilham desse ponto de vista sobre o esporte e que de alguma maneira nos ajudam a construir valor para a marca”, finalizou Callage.

Vale lembrar que, antes do Bota Pra Correr 2022, a Olympikus estará envolvida na Maratona do Rio ainda em 2021 (entre 12 e 15 de novembro) como marca esportiva oficial da prova. No ano que vem, além das duas provas proprietárias do Bota Pra Correr em lugares diferentes do território brasileiro que não foram revelados, a marca ainda estará presente novamente na Maratona do Rio e também na Maratona de São Paulo, em que a fabricante faria sua estreia como patrocinadora oficial em 2020, o que não foi possível devido ao cancelamento da prova por conta da pandemia.

* O repórter viajou a convite da Vulcabras