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Pressão de Fiat e Gerdau funciona, e Minas afasta Maurício Souza por homofobia

Jogador está suspenso por tempo indeterminado pelo clube e terá de se retratar publicamente por post homofóbico

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 26/10/2021, às 22h00 - Atualizado às 22h10

Maurício Souza foi contratado para defender o Minas depois dos Jogos Olímpicos de Tóquio - Reprodução / TV Globo
Maurício Souza foi contratado para defender o Minas depois dos Jogos Olímpicos de Tóquio - Reprodução / TV Globo

A pressão pública dos dois principais patrocinadores da equipe masculina de vôlei do Minas Tênis Clube deu resultado. Depois que Fiat e Gerdau publicamente cobraram o clube para punir o atleta Maurício Souza por fazer, em 12 de outubro, uma postagem homofóbica em sua conta no Instagram, o clube decidiu afastar “por tempo indeterminado” o jogador e multá-lo.

A decisão é oposta à tomada pelo clube um dia antes. Na segunda-feira (25), o Minas afirmou que defendia a “liberdade de expressão” dos seus atletas e, por isso, não faria nada a respeito do ato de homofobia de Maurício Souza.

Nesta terça-feira (26), porém, Fiat e Gerdau criticaram veementemente o clube e cobraram uma punição ao atleta. As duas empresas ainda relataram o trabalho que realizam em busca do combate à homofobia e da importância sobre a diversidade e a inclusão na sociedade.

A pressão teve retorno no começo da noite da própria terça, quando o Minas enviou um novo comunicado, considerado uma “atualização” sobre o caso Maurício Souza.

“O presidente do Minas Tênis Clube, Ricardo Vieira Santiago, se reuniu com o atleta Maurício Souza na tarde desta terça-feira e lhe informou sobre o seu afastamento por tempo indeterminado do Fiat/Gerdau/Minas. O atleta também recebeu uma multa e foi orientado a fazer uma retratação pública imediata”, declarou o clube, em comunicado oficial.

Na segunda-feira (25), o Minas disse que estava “ciente do posicionamento público do atleta Maurício Souza”, mas ponderou que “todos os atletas federados à agremiação têm liberdade para se expressar livremente em suas redes sociais”.

Depois de ser “enquadrado” pelos patrocinadores, o discurso do clube mudou totalmente de tom.

“O Minas Tênis Clube reforça que não aceita e não aceitará manifestações intolerantes de qualquer forma e que intensificará campanhas internas em prol da diversidade, respeito e união, por serem causas importantes e alinhadas com os valores institucionais”, disse o Minas, no comunicado desta terça-feira (26).

ENTENDA O CASO

Maurício Souza fez a postagem homofóbica no dia 12 de outubro, em seu perfil no Instagram. Desde então, foi criticado dentro do ambiente on-line e rebatido por Douglas, astro da seleção brasileira na última edição dos Jogos Olímpicos e defensor da causa LGBTQIA+.

Depois, no dia 23, a torcida do Minas comunicou que não apoiaria o atleta durante os jogos do time, reiterando que a homofobia é crime previsto por lei.

Só na segunda-feira (25), 13 dias depois da postagem de Maurício e dois dias após a manifestação pública dos torcedores, o Minas tomou um posicionamento. Mesmo assim, defendeu o atleta em defesa da “liberdade de expressão”.

Nesta terça-feira (26), porém, com a pressão pública dos patrocinadores, o caso teve uma reviravolta, com a punição a Maurício, contratado após os Jogos Olímpicos de Tóquio.