Projeto social de e-Sports, Gaming Parque utiliza dispositivos móveis

O projeto social Gaming Parque usa o celular para capacitar jovens atletas nos e-Sports. As arenas cabem nas mãos dos jogadores e há uma sede para receber os jovens na Favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. 

A iniciativa e coordenação geral do projeto é de Adriana Samuel, medalhista olímpica no vôlei de praia (prata em Atlanta 1996 e bronze em Sydney 2000). A ex-atleta possui experiência de mais de 17 anos em projetos sociais, atuando em modalidades esportivas como vôlei, judô e atletismo. A iniciativa é uma parceria com a Light e tem a curadoria técnica de Thiago Milhazes, diretor comercial da plataforma de entretenimento gamer Final Level Co. 

“O game é uma realidade em que a maioria dos jovens está inserido. O objetivo é apresentar mais recursos e monitoria para eles atuarem nesse mercado que desponta cada vez mais”, contou Adriana.

“Esse projeto é muito especial também porque oferecemos cursos complementares, que abrem oportunidades para capacitar os jovens em um cenário com muita demanda de pessoas qualificadas. O esporte salva. Mesmo que não se torne um atleta, quem pratica esporte, seja virtual ou não, aprende a lidar melhor com o coletivo, com frustrações e a correr atrás dos sonhos”, completou.  

O espaço recebe 80 jovens, de 8 a 17 anos, que moram na comunidade e possuem frequência escolar. Além de sala para livestreaming e espaços de treinos, o Gaming Parque conta com monitores e instrutores, e ainda proporcionará cursos de inglês, programação de jogos e design gráfico. 

“O projeto, que trará aulas de Free Fire, Clash Royale e Brawl Stars, é inovador e democrático. Por utilizarmos o celular como ferramenta de capacitação, os jovens poderão treinar em qualquer hora e lugar. Além de toda a estrutura pensada para a formação de atletas, o Gaming Parque disponibiliza também todo o aporte necessário para que os jovens realizem transmissões e possam futuramente se tornar grandes streamers”, revelou Milhazes.

Mercado de games

Um dos objetivos do projeto é formar dois squads, com quatro alunos cada um. Serão escolhidos aqueles que se destacarem nos jogos, para serem apoiados em futuras competições.

O Brasil é o país líder em consumo de games na América Latina, ocupando o quarto lugar no ranking entre países do mundo que mais baixam jogos em mobile. Segundo a pesquisa State of Mobile 2022, da companhia App Annie, há um total de 10 bilhões de downloads em aparelhos móveis do Brasil. 

O mercado de games cresce a cada ano. Apenas em 2021, a indústria movimentou mais de US$ 1 bilhão no mundo. Até 2024, a Newzoo, principal fonte de dados do setor, prevê que o público alcance a marca de 577,2 milhões.